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Combatais comigo nas vossas orações

Paulo chama seu rebanho para combater com ele em oração


Um combate de Oração 
(para uma ampla compreensão, leia Rm 15)

E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito,  que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus;    Romanos 15:30

Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 27 de Agosto de 2014
C. E. Arca da Aliança

O Apóstolo Paulo compartilha seus planos com seu rebanho de Roma. Ele pretende coletar as ofertas levantadas em Macedônia e Acaia para levar à Jerusalém. Depois disso, planeja passar na igreja dos romanos e partir para pregar o Evangelho na Espanha. Com isso, o apóstolo pretende chegar à plenitude da benção do Evangelho de Cristo.

Paulo sabe das retaliações que poderá enfrentar na execução de seus projetos. Abertamente, chama os opositores de rebeldes! Por isso, pede orações para que essa administração seja bem aceita pelos santos. Seu pedido de oração é forte:
Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus. Rm 15.30
Não é um simples pedido de oração. Paulo chama seus fiéis para combaterem com ele em oração. Um princípio magnífico de Paulo. Para o apóstolo, um planejamento ministerial para ser bem sucedido é necessário de um exército de valentes combatendo em oração! Trata-se de um verdadeiro combate, e que não deve ser travado só, combatais comigo nas vossas orações.

Combate lembra um conflito violento, onde um oponente tenta vencer e/ou dominar o outro. Uma bela visão paulina do que é oração! No Velho Testamento, temos um bom exemplo disso:

  • Um modelo magnífico

O texto de Êx 17.8-13 relata a guerra entre os israelitas, sob liderança de Josué, contra os amalequitas. O detalhe interessante foi que Moisés, juntamente com Arão e Hur,  escolheu subir ao monte e combater usando a oração. Na medida que Moisés combatia em oração com as mãos levantadas, Josué prevalecia. Quando, porém, o grande líder se cansava a guerra ficava favorável aos filhos de Amaleque. Era nesse momento em que os intercessores, Arão e Hur, levantavam as mãos de Moisés e o povo de Deus vencia a batalha. 

O que Paulo está pedindo aos romanos é que eles façam justamente o que Arão e Hur fizeram. Moisés combatendo em oração sozinho era acometido pelo cansaço. Precisava de mais alguém para combater com ele. Para execução de seus planos ministeriais, Paulo precisava de intercessores que combatessem juntamente com ele. Uma verdade latente temos aqui, muitos planos ministeriais fracassam, ou não saem do papel, por falta de pessoas que juntem com sues líderes e combatam em oração! Precisamos de Hur e Arão nesses dias. Precisamos, também, de Paulo's nesses dias para ensinarem seu rebanho sobre o combate de oração, líderes que regam seus projetos ministeriais com a força da intercessão conjunta!

  •  O Intercessor

Temos um intercessor de excelência, veja esses dois versículos:
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. (Rm 8.34)
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. (Hb 7.25)
Vemos dois princípio fortíssimos nesses dois versículos. Primeiro, como costume na Antiga Aliança, Moisés sobe a um monte para combater em oração. Era como se ele estivesse mais próximo de Deus. Cristo, porém, subiu a um monte em que homem nenhum é capaz de chegar. Nosso Senhor alcançou o alto e sublime trono e à direita de Deus, intercede por nós. 

O segundo versículo diz que Jesus está vivendo sempre para interceder. Suas mãos não se cansam, seu combate de oração não diminui. Se o combate de oração feito por Moisés foi suficiente para garantir a vitória da batalha que Josué enfrentava, imagine, então, quão maior poderá ser nossa vitória através da intercessão de nosso Senhor Jesus! Em nome de Jesus temos essa garantia de vitória nas batalhas.

  • Em nome de Jesus

Orar em nome de Jesus significa reconhecer a vida, morte e ressurreição e seu reinado a destra de Deus. Combater em oração é se unir a Cristo, como se Ele estivesse orando se estivesse encarnado nos dias de hoje!

Se não houver esse reconhecimento, o nome de Jesus será apenas uma fórmula acrescentado às nossas petições, como nos dois casos a seguir:

  1. At 8.14-24 - Simão, o mágico, queria usar os poderes de Deus para seu próprio fim. Orou usando o nome de Jesus, mas tudo que aconteceu foi, nas palavras de Pedro: fel de amargura e laços de iniquidade.
  2. At 19.11-16 - Sete filhos do Sumo Sacerdote Cefa tentaram combater em oração contra espíritos imundos usando o nome de Jesus. O resultado foi trágico e nos ficou como exemplo de nos mantermos em alerta, ouviram: conheço Jesus e bem sei quem é Paulo, mas e vós quem sóis?
Nesses dois exemplos negativos, lembro-me de uma situação ocorrida ha alguns anos. Eu comprei um relógio na feira e meu sogro o achou bastante bonito. Ele mostrou para seu irmão (um conhecedor do assunto) que em menos de um minuto franziu o rosto dizendo que não queria uma coisa dessa nem de graça! Querido leitor, no combate de oração acontece algo parecido. Os espíritos imundos sabem distinguir o verdadeiro do falso. 

Pense nisso...

O padrão para combatermos em oração em nome de Jesus nos foi ensinado quando nosso Mestre estava reunido em sua última ceia. Jesus ensinou aos seus discípulos que:
Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Jo 15.7
Permanecer nos transmite a ideia de continuidade. E, por isso, essa permanência vai ser provada. Devemos permanecer nEle e suas palavras permanecerem em nós. Nesse estado de permanecer nEle, nos tornamos íntimos, nos familiarizamos. Permaneço casado há 14 anos, e reconheço situações em minha esposa sem ela falar nada. Estamos familiarizados. 

A promessa é forte, pedireis o que quiserdes, e vos será feito! 


Fonte de referência:

Richard J Foster. Oração o refúgio da alma. Editora Vida

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