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Vaso de alabastro: oportunismo ou oportunidade?



Mt 26.7 “e aproximando dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.”

O ato de ungir é citado em várias passagens nas Escrituras. Comum nos tempos antigos de Israel.
Mas o que Maria (irmã de Marta, irmã de Lázaro) fez, ungindo a cabeça e os pés de Jesus, foi algo que já não era tão mais praticado. A unção na cabeça, com derramamento de óleo, era feito aos reis, cargo que já não tinha mais em Israel.
A atitude dessa mulher foi vista de forma antiquada, fora de moda, caro e num momento inapropriado. Afinal, era um jantar na casa de um certo Simeão. Foi um ato de oportunismo, desaprovado pelos presentes à mesa. Exceto por Jesus.

Nosso Mestre recebe essa unção, defende a mulher perante os acusadores (inclusive dos discípulos), e ainda honra nossa heroína dizendo “onde quer que este evangelho for pregado, em todo mundo, também será referido o que ela fez para memória sua.”
Para os presentes à mesa foi um mero oportunismo. Para a mulher foi uma oportunidade única. Para Jesus, o ato da unção pelo vaso de alabastro foi um momento de nos ensinar, através do exemplo de Maria (irmã de Marta, irmã de Lázaro), pelo menos três grandes verdades:

1.       Oportunidades são únicas.
Era a única oportunidade que esta mulher  teria para preparar o corpo do Mestre para o sepultamento. Não haveria mais outra chance. Logo, Jesus estaria perante o sinédrio, e não mais seria possível este preparo com a unção.
Por isso, ela enfrentou os olhares da acusação, a voz da aflição, a oportunidade chamada de oportunismo. Mas agradou o Rei. Teve sua oportunidade, e aproveitou.
Oportunidades não devem ser desperdiçadas, devem ser aproveitadas, pois muitas delas, são únicas.
Aproveite o hoje e faça um ato memorável que honre Jesus. Hoje, você ainda tem essa oportunidade.

2.       Creia no que está sendo ensinado.
Jesus já havia profetizado acerca de sua morte e ressurreição em pelo menos três momentos. E que sua ida à Jerusalém já seria chegada a sua hora. Este era um de seus últimos momentos antes de sua crucificação já anunciada.
Mas parece que seus seguidores não assimilaram essa profecia. O Pastor seria ferido, e as ovelhas se dispersariam.
A mulher do vaso de alabastro foi um diferencial, pois ela guardou as profecias de Jesus. Quantas oportunidades são perdidas por não se guardar o que o Senhor diz.
Guardamos, e seremos honrados por Ele, ou não guardamos o que tem sido ensinado, e seremos como os discípulos nesta cena, que apenas assistiram uma adoração profética diante de seus olhos. Por isso, creia no que está sendo ensinado.

3.       Valorize quem está do seu lado enquanto é tempo.
Lembre-se que as outras três mulheres que foram ungir Jesus na manhã de domingo, também sabiam da profecia da crucificação. Mas não o ungiu em vida, e não mais puderam o fazer em morte.
Em vida, somente esta mulher, com o vaso de alabastro fez este ato memorável, honrado por Jesus.  Ela valorizou o Mestre enquanto o tinha por perto. Não esperou perder para valorizar.
Devemos valorizar as pessoas que nos cercam enquanto é tempo.  Você já demonstrou seu afeto por alguém hoje?
Devemos valorizar  este mesmo Jesus que hoje nos cerca enquanto é tempo. Hoje Ele diz “vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” Hoje podemos honrá-lo, valorizá-lo e demonstrar todo nosso afeto por Ele. Hoje ainda podemos, mas amanhã poderá ser muito tarde.
Valorize Jesus que está ao seu lado enquanto é tempo. Valorize hoje.

Àquele que é digno de toda honra,
Bp Erisvaldo Pinheiro (ministrado em 13/02/2013)

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