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Tempos de repouso e os muros, torres, portas e ferrolhos do rei Asa

Em tempos de repouso o rei Asa edificou muros, torres, portas e ferrolhos. Não ficou parado!
E edificou cidades fortes em Judá, porque a terra estava quieta, e não havia guerra contra ele naqueles anos, porquanto o Senhor lhe dera repouso.
Disse, pois, a Judá: Edifiquemos estas cidades e cerquemo-las de muros, torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda está quieta diante de nós, pois buscamos ao Senhor, nosso Deus; buscamo-lo, e deu-nos repouso em redor. Edificaram, pois, e prosperaram. (2Cr 14.6-7)

Bp Erisvaldo Pinheiro 
Palavra ministrada em 24/07/2013


Embora passamos por batalhas espirituais constantes em nossa caminhada, vivemos, também, dias de calmaria. Passamos por lutas e mais lutas, mas chegam dias em que o Senhor faz cessar essas lutas e vivemos dias de paz, dias de repouso. Os sonhados tempos de repouso, em que não há luta, nem batalha, como viveu o rei Asa, nos tempos do Israel da Antiga Aliança. Gosto de meditar nos períodos de guerra e disputa pela terra prometida em que viveu o povo de Deus no Velho Testamento. Aquelas guerras tipificam as tantas guerras espirituais que passamos nos dias de hoje, aquelas disputas pela terra prometida, também, podem ser apontadas para o hoje, quando travamos batalhas contra as hostes espirituais deste século. 

Neste trecho do segundo livro das Crônicas dos reis de Israel, o rei Asa passara por uma década de paz, onde o Senhor fez cessar as guerras. Um tempo de repouso para o povo de Deus. Neste período de repouso, o rei Asa não ficou parado! 

Tempos de repouso não são tempos de descanso, são tempos de edificar. O rei Asa, como um fiel e temente servo de Deus que era, entendeu essa máxima e nos tempos de repouso edificou muros, torres, portas e ferrolhos. Devemos fazer o mesmo, edificar para nos prepararmos para futuras batalhas. Medite nisso e permita que o Espírito Santo fale contigo:



Muros: 

Cercando a cidade de muros, o rei estava delimitando dois propósitos. O primeiro era alertar seus moradores até onde poderiam chegar, depois do muro estariam em algum iminente perigo. O segundo propósito era delimitar até onde seus inimigos poderiam chegar. O limite da ação do inimigo era somente até o muro. Devemos cercar nossos bens de muros também, determinando que aquilo que o Senhor confiou em nossas mãos não é propriedade de Satanás não! Devemos delimitar o que é nosso para que o inimigo de nossas almas não tenha acesso algum. Seja bens materiais, familiares, espirituais, devemos delimitá-los, através de nossas orações para que haja muros de proteção. Faça muros espirituais na tua casa, rua ou cidade, seus bens, sua família. Não espere o inimigo se levantar para fazer isso. Faça em dias de paz e repouso. Levante suas mãos e consagre tudo o que é teu ao Senhor. Determine em nome de Jesus!

Torres: 

Começa de uma base sólida, planeja e demorada. Não aparece em primeira impressão. Por fora do muro, o inimigo não avista a torre sendo erguida. Ele só percebe a torre, quando ela já está levantada. A torre representa tudo aquilo que fazemos que não é visto, não é comentado, mas de crucial importância. A obra de desempenhamos fora dos olhares pastorais, mas que nunca passam despercebidos dos olhares de Deus. A busca feita no quarto de porta fechada, a oração na madrugada, o jejum não percebido, a doação feita sem a outra mão perceber, a renúncia realizada e não comentada, o esforço solitário e não reconhecido... parecem pequenos atos, mas quando o inimigo percebe, a torre já está alta, fortificada e estrategicamente erguida para visualizar a ação maléfica de forma antecipada. Edificando torres, você nunca será pego desprevenido.

Portas: 

As portas edificadas representam nossas decisões. O inimigo não vem pelas portas, ele tenta saltar os muros. Quem vem pela porta é Jesus, como em Apocalipse 3.20,  que diz Eis que estou á portas e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo. Veja que não é o Senhor quem abre essa porta, somos nós. Nós decidimos abri-la ou não. Devemos edificar portas em nossas vidas, colocando sempre nossas decisões debaixo da vontade plena do Senhor. As vezes, não é fácil, mas vale a pena, pois, o Senhor promete cear conosco. Aleluia!

Ferrolhos:

Os ferrolhos fazem a ligação do muro à porta. Não é a porta em si, mas afeta diretamente o bom funcionamento dela. Sendo a porta a representação de nossas decisões, os ferrolhos, então, são tudo aquilo que pode afetar nossas decisões. Bons ferrolhos melhoram a abertura da porta, do mesmo jeito que ferrolhos ruins a atrapalha. Querido leitor, nossa vida cristã é feita de decisões o tempo todo. Cuidado com aquilo que pode atrapalhar suas decisões, cuidado com quem você anda, pessoas podem, ou não, ser bons ferrolhos. Cuidado com o que você assiste na tv, olha na internet, escuta no seu player, tudo isso pode melhorar ou piorar suas decisões. Decidimos por Jesus, todos os dias, e bons ferrolhos facilitam essa decisão.

Pense nisso...

Veja, querido, o quanto o rei Asa edificou nos tempos de repouso. Façamos o mesmo. Nos dias de repouso não vamos ficar parados, acomodados, vamos edificar muros, torres, portas e ferrolhos e termos uma jornada memorável, como foi a do rei Asa.


Que o Senhor te conceda paz,

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