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O anel do rei nas mãos da rainha Ester e Mardoqueu

O rei Assuero disponibiliza o seu anel real para Mardoqueu, uma representação da autoridade de Jesus sendo colocada a nossa disposição.
O que se escreve em nome do rei e se sela com o anel do rei não é para revogar 
Ester 8:8 

Bp Erisvaldo Pinheiro 
Palavra ministrada em 09/08/2013


A bela narrativa da história de Ester ganha um profundo aprendizado em seu capítulo oitavo, quando o rei Assuero coloca seu anel real à disposição de Mardoqueu. Uma representação do que fez nosso Rei Jesus, colocando sua autoridade à disposição de seu povo.

O texto inicia-se com a declaração naquele mesmo dia. Um dia memorável, que marcou a história de Ester e Mardoqueu. Há dias em que o Senhor marca para também serem memoráveis em sua história também. 

Vemos no livro a ascensão de Mardoqueu, cuja trajetória é marcada por escassez e perseguição, mas naquele mesmo dia sua história passa por uma grande virada. Da escassez para a mesa do rei, o anel que estava na mão de seu perseguidor, o rei colocara naquele mesmo dia em sua mão. Você pode passar por momentos de escassez e perseguições, mas seja fiel, que chegará momentos de naquele mesmo dia em sua vida e sua história viverá uma grande virada, para glória do Rei!

·        Algo precisa ser feito:

A rainha Ester, acompanhada de Mardoqueu, clama ao rei que fosse revogada a maldade de Hamã contra o povo judeu. Havia uma data marcada para uma forte perseguição contra o povo de Ester, onde qualquer um poderia se assenhorar-se dos bens e até mesmo de suas famílias. 

Veja bem, querido leitor, pois esta pode ser sua situação. A rainha Ester e seu tio Mardoqueu estavam muito bem obrigado, mas seu povo corria perigo. Havia familiares, amigos de infância, vizinhos, que estavam debaixo de um decreto que marcava um dia em que eles poderiam perder tudo que tinham. A declaração de Ester é chocante: como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo? Repito, Ester estava bem, mas havia pessoas ligadas a ela que estavam a beira da destruição. Ela tinha que fazer alguma coisa. Essa gente não tinha o acesso ao rei que Ester tinha, por isso, a audiência da rainha fora tão decisivo. Perante o rei, ela se lança aos seus pés, chora e faz súplicas pelos seus. Acredito que você também faz isso, você se lança aos pés do Senhor, chora e suplica pelos teus também. Mas há algo que Ester não tinha observado antes, e talvez, você ainda não observou, veja:

·        A resposta do rei

A resposta do Assuero aponta para uma grande obra que Jesus fez por nós. O rei declara que dei a Ester a casa de Hamã, e a ele enforcaram numa forca, porquanto quisera por as mãos sobre os judeus. Perceba, atento leitor, que o rei está dizendo que aquele que perseguia Ester e seu povo já havia sido derrotado, já havia sido julgado e condenado pelo simples fato de querer por as mãos sobre o povo de Ester. Esta foi a mesma obra de Jesus na cruz do Calvário, como está escrito:
“E, despojando os principados e potestades os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Col 2.15)

“Para isto o Filho do homem se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8b)
Jesus já derrotou o diabo na cruz do Calvário, pelo simples fato do inimigo querer por as mãos sobre você. A vitória já fora executada na crucificação.

Aqui cabe uma importante observação. Mesmo o inimigo de Ester já ter sido derrotado, e ainda assim haver uma complicação contra o povo da rainha, do mesmo jeito ainda há uma complicação contra nós, mesmo o diabo tendo sido derrotado. Ainda herdamos a natureza adâmica, caída e pecaminosa.

A resposta do rei segue dando uma dimensão incrível para a difícil situação de Ester:
“Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos e em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque a escritura que se escreve em nome do rei e se sela com o anel do rei não é para revogar” (Et 8.8)

O rei estava dizendo algo que parecia passar despercebido de Ester e Mardoqueu. Seu anel real já havia sido tirado do inimigo e colocado nas mãos de Mardoqueu! Eles poderiam escrever o que bem intendessem e selar com o anel do rei que nada poderia revogar. 

Veja, querido, o rei poderia solucionar o problema de Ester, ele era soberano para isso. Mas, seu grande trabalho fora destruir o grande adversário de Ester, tomando o anel real e colocá-lo nas mãos de Mardoqueu. E o próximo passo contra as complicações que ainda o povo sofreria, era por conta de Ester e Mardoqueu. Eles tinham o anel real.

·        O anel real está em nossas mãos:


O rei deu uma carta branca para Ester e Mardoqueu. Eles tinham que escrever a estratégia e selar com o anel do rei. O povo dependia disso. 

Quando olhamos a parábola do filho pródigo (Lc 15), vemos que o pai presenteia o filho arrependido com três presentes: vestes novas, sandálias e um anel. Quando nós voltamos para a casa do Pai, com coração arrependido, ainda recebemos estes presentes. O anel continua sendo colocado em nossas mãos. Percebe a grandeza deste presente?

As vezes, apenas esperamos que Deus faça tudo. E realmente Ele fez tudo. Fez toda obra na cruz para que nosso adversário fosse derrotado e o anel real colocado em nossas mãos. Agora, as complicações do adversário somos nós que enfrentaremos. A parte mais difícil, nosso Senhor já fez. Nosso Deus é soberano, mas, não podemos ficar sentados esperando tudo cair do céu. Devemos fazer uso do anel real em nossas mãos e nos levantarmos para lutar pela proteção de nossa casa, família e bens. Usando o anel do Rei, usando o nome do Rei, devemos crer que a vitória é nossa. A obra da cruz nos garante isso. 

O plano que Mardoqueu e Ester elaboraram e selaram com o anel do rei era simples. O povo de Deus tinha permissão para lutar e defender sua casa, família e propriedades. A confiança na vitória era tão grande, que no mesmo decreto, Mardoqueu orientou que o povo festejasse. Querido leitor, esse é o plano, você tem permissão para lutar pelo que é seu, e ainda mais, você já pode programar a festa, pois a vitória é certa.

Pense nisso...

O texto diz que aqueles que intentaram aborrecer o povo de Deus foram derrotados. Houve festa e vitória. Percebeu a ordem? A festa antes da vitória? Isso é confiança! A vitória mais difícil, Jesus já garantiu na cruz. Vitória tão completa que te garante festejar antes de lutar. Assim nasceu a festa de Purim para o povo judeu, que é celebrada até os dias de hoje. Sua vitória será tão grande, que será muito lembrada!

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