sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

As 4 mulheres da genealogia de Jesus

As quatro mulheres da genealogia de Jesus
Mt 1.1-17

Genealogia nem sempre é a leitura preferida de alguns cristãos. Em minhas primeiras leituras bíblicas, confesso que eu pulava esses trechos de fulano que gerou beltrano. Já ouvi vários outros relatos assim de crentes sinceros. Mas, verdade é que, como em toda Palavra de Deus, as genealogias contêm ensinamentos profundos para seus humildes leitores.

Nos primeiros versículos do Novo Testamento, podemos meditar na genealogia do Senhor Jesus. Há nomes importantes de reis e patriarcas. Davi, Salomão, Abraão, Isaque e Jacó, são alguns ilustres nomes que estão na ascendência de Cristo. Uma bela genealogia com mais de 40 nomes. Nesta lista há algo digno de nossa meditação. No meio dessas dezenas de nomes, há o registro de 4 mulheres. São as 4 mulheres da genealogia de Jesus. Observe-se, querido(a) irmão(ã) o paralelo dessas 4 mulheres com Cristo e permita que o Espírito Santo fale contigo:


  • Tamar
Nome da mulher de Her, filho de Judá. Depois que ficou viúva, teve dois filhos gêmeos: Perez e Zerá, cujo pai era o próprio sogro de Tamar (Gn 18.6-30).

  • Raabe
Nome de uma meretriz que morava em Jericó e cuja habitação ficava sobre o muro da cidade. Ela recolheu em sua casa os espias enviados por Josué para explorar a cidade. Escondeu-os, quando estavam em perigo de serem presos, e com uma corda os fez descer pelo muro, de onde saíram para o campo israelita (Js 2.1-24). Com a tomada de Jericó, Raabe e toda a sua família foram poupados e incorporados ao povo de Deus (Js6.22-25; Hb 11.31; Tg 2.25)

  • Rute
Nome de uma mulher moabita, casada com Malom, efrateu, de Belém. Elimeleque, seu sogro, seu cunhado e seu marido morreram. Rute abandonou sua terra natal para acompanhar sua sogra Noemi para a terra de Belém. Quando recolhia espigas nos campos de Boaz, foi favorecida por ele. Boaz a tomou como esposa, depois que um parente mais próximo abriu mão de seus direitos.

  • Da que foi mulher de Urias (Bate-Seba)
Nome de uma filha de Elião, mulher de Urias, o heteu. Foi com essa mulher que o rei Davi pecou tão envergonhosamente, e com quem se casou, depois que planejou a morte de Urias, seu esposo (2Sm 11.3-4; 12.24)


Vejam, amados(as), que o Senhor Jesus era descendente dessas 4 mulheres. Uma adúltera, uma moabita, uma prostituta e uma que se deitou com o sogro. O sangue dessas 4 mulheres corriam nas veias do nosso Senhor. Esta é a história dos antepassados de Cristo, ou porque não dizer, da família dele. 

Sua família tem histórias as quais você não se orgulha?

Os nomes registrados nesta genealogia estão ali bem estampados no início do Novo Testamento. É como se houvesse um destaque. Uma sequência de nomes importantes, porém, com relatos bíblicos nada honrosos. E todos apontam para Cristo. Aquele que, por meio dele, TODAS AS FAMÍLIAS SERÃO BENDITAS (Gn 12.1-3). Aquele que teve um histórico de antepassados familiares um tanto que desonrosos, sabe transformar uma história familiar. Oro ao Senhor que o Espírito Santo nos ensino isso. Não há história de família tão difícil que Ele não possa tornar bendita!

Mesmo com toda uma herança genética pecaminosa, o Senhor Jesus não pecou. Seu sangue é puro e oferecido gratuitamente a tantos que, como eu, tiveram um histórico familiar complicado. 



Que o sangue puro do Cordeiro de Deus possa purificar toda sua família,



Bp Erisvaldo Pinheiro Lima  
Mensagem ministrada em Setembro de 2016.
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Fonte de pesquisa:

Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

4 princípios imutáveis de Gênesis

4 princípios imutáveis da criação do Senhor Deus
Gênesis 1-4

Os primeiros capítulos da Bíblia Sagrada contém princípios que não mudaram ao longo da jornada bíblica. A narrativa da primeira família nos mostram, pelo menos, 4 destes princípios. A essência e o fundamento daquilo que o Senhor Deus planejava ao homem pode ser notado nestes princípios. Veja, querido leitor, e permita que o Santo Espírito fale contigo:


  • Família
A criação do homem e da mulher envolveram ações diretas do Senhor Deus. Ao contrário do restante da criação, que foi criada a partir da palavra que o Senhor liberara (haja luz e houve luz), Adão e Eva foram criados pela própria mão e ciência de Deus. Adão com elementos da terra e Eva com elementos de Adão. Há algo muito importante nisso. Uma atenção e um cuidado a mais para a criação da primeira família. As únicas criaturas criadas pelas mãos do Senhor, Adão e Eva, com o objetivo de constituírem uma família. Que possamos, também, empregarmos toda nossa dedicação, cuidado e atenção, quando formos tratar de assuntos relacionados à família!

Observe que ao longo do segundo e terceiro capítulo de Gênesis, Deus vai dar várias instruções à Adão: "Deus os abençoou e lhes disse: frutificai, e multiplicai-vos"; "eis que vos tenho dado toda erva... para mantimento"; "todo animal do campo e toda ave do céu, trouxe a Adão, para este ver como chamaria"; "deixará o varão o seu pai e sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão uma só carne".

Estas instruções mostram o quanto Deus acompanhava e ensinava o primeiro casal. Deus estava mesmo educando Adão e Eva. Uma boa quantidade de tempo e instrução foi empregada. Mas, perceba, querido leitor, que em se tratando dos filhos de Adão e Eva, Deus não os instruíram como fizera com seus pais. Deus ensinou muitas coisas a Adão e Eva, mas eram estes que deveriam ensinar a seus filhos. A obrigação de educar os filhos era dos próprios pais. Aquilo que Adão e Eva aprenderam com Deus, deveriam ensinar a seus filhos. Há um princípio imutável nisso, nos escritos do Novo Testamento, vemos que os ministros da igreja eram escolhidos, tendo, dentre outros, a administração do lar como critério (1Tm 3.4; Tt 1.6). Que possamos, enquanto pais, aprendermos muito com o Senhor, para podermos ensinar e educar nossos filhos no caminho que eles devem andar. A semelhança do que Deus fez com Adão e Eva, possamos empregar uma boa quantidade de tempo e instrução aos nossos filhos.

  • Obediência
O segundo princípio que vemos nos primeiros capítulos da Palavra de Deus é o da obediência. O princípio da obediência é bem simples. Ao quebrarmos, sofreremos suas consequências. Se Adão e Eva comessem da árvore da ciência do bem e do mal, morreriam. Deus disse: 

De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Na tentação de Eva há algo que precisamos observar. Compare a ordem que o Senhor liberou acima, com a resposta da primeira mulher:

... mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem dele tocareis, para que não morrais.

Perceba que Eva acrescentou algo ao que o Senhor disse. Veja que Deus ordenou: "não comereis", porém Eva respondeu à serpente que "Deus disse: não comereis... nem tocareis". Parece algo insignificante, mas quando acrescentamos coisinhas a mais no que Deus realmente falou, estamos na beira da queda! Dessa resposta desencadeou as insinuações da serpente que levaram à desobediência de Eva, e depois de Adão. E com a desobediência veio a consequência. Este é um princípio que não mudou. O próprio Filho de Deus, já com seus discípulos, libera a declaração: "Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos  (João 14:15). Que possamos aprender com expulsão de Adão e Eva do Jardim do Édem que nossas desobediências continuam gerando terríveis consequências.


  • Ofertas
O ato de ofertar ao Senhor, parecia ser algo bem natural dos filhos de Adão. O texto bíblico diz:
"E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor"
"E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura"
Veja que estas ofertas não foram solicitadas por Deus, e nem o texto menciona uma data especial. Apenas diz que "ao cabo de dias" Caim e Abel levaram uma oferta ao Senhor. Um ato voluntário e fruto do relacionamento deles com o seu Senhor.

Se há uma normalidade no ato de ofertar dos filhos de Adão, há, também, um critério de avaliação da parte de Deus para receber essas ofertas. E isso é muito sugestivo. Deus avaliou as ofertas trazidas por Caim e Abel. As ofertas de Abel foram aprovadas, e as de Caim, não. Deus avalia ofertas! Gerações e gerações se passaram depois disso, e vemos nos Evangelhos (Lc 21 e Mc 12) o Filho De Deus diante da arca do tesouro, observando as ofertas que ali era depositadas. Ocasião em que, mais uma vez, Deus se atentou para a oferta da viúva. Que o Espírito Santo nos ensino esse princípio!


  • Natureza caída do homem
Este último princípio que iremos meditar, nos mostra que a natureza humana é pecaminosa. Depois do assassinato de Abel, Caim "saiu diante da face do Senhor". A segunda geração humana já se distanciando de Deus. Ele ainda teria um irmão, chamado Sete, mas a Bíblia num relata mais contato entre eles. De Sete nasceu Enos, terceira geração humana, e aqui sim, a Palavra vai relatar que "se começou a invocar o nome do Senhor". Dessa linhagem de Enos que vai nascer Noé e a terra vai passar pelo juízo divino. Mas é da outra linhagem, a de Caim que quero chamar atenção. Na sétima geração humana, da linhagem de Caim, a Palavra vai relatar que Lameque teve duas mulheres, antes não há relato de bigamia. E ainda, que esse Lameque fazia menção de que Caim seria vingado 7 vezes, mas ele, Lameque, 70 vezes 7. Lembre-se, caro leitor, que essa expressão foi usada no diálogo entre Pedro e o Senhor Jesus (Mt 18), mas num contexto de perdão. 

Quero enfatizar mais uma vez. Na primeira vez que a expressão "70 x 7" é usada na Bíblia, a intenção é de vingança. Enquanto que quando o Senhor Jesus a usa, a intenção é de perdão. Veja então que o primeiro "70x7" está relacionado com a situação caída do homem. Geração após geração mostrando o quanto que a natureza do homem é vingativa, pecaminosa. Mas o "70x7" é mencionado mais uma vez na Bíblia, agora pelo Senhor Salvador da humanidade, para perdão.

A natureza caída do homem é um princípio registrado nas primeiras páginas da Bíblia Sagrada. Mas, para nossa redenção, a missão de salvação dada pelo Pai ao Filho é executada nas primeira páginas do Novo Testamento. Os filhos de Adão herdaram sua corrupção, mas o Filho de Deus trouxe a definitiva salvação. Enquanto que os filhos de Adão se distanciaram do Senhor, o Filho de Deus trouxe, mais uma vez, os homens para perto. Se a natureza do homem é "70x7" de vingança, a de Cristo é de "70x7" de perdão.


Nos humilhemos, pois, diante dEle, e rendemos honra e glória. Que isso seja imutável em nós.

Que a salvação gratuita do Filho de Deus seja imutável na sua vida.

Bp Erisvaldo Pinheiro
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Mensagem ministrada em Novembro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Os dois discípulos a caminho de Emaús

Os dois discípulos a caminho de Emaús
Lucas 24
Esses dois discípulos estavam junto com os apóstolos no início da manhã daquele inesquecível domingo. Ouviram o relato das mulheres que afirmavam que o túmulo estava vazio e que tiveram visões de anjos. Ouviram também, o testemunho dos Apóstolos Pedro e João, que testificaram a ausência do corpo de Cristo no túmulo. Eram notícias impactantes que sugeriam uma possível ressurreição... mas algo aconteceu, e esses dois discípulos se ausentam de Jerusalém e partem para a pequena Emaús.

No início dos 11 Km do caminho enter Jerusalém e Emaús, os dois discípulos levantam perguntas sem respostas. Um responde à pergunta do outro com outra pergunta. O assunto era um só: Cristo. O sentimento era um só também: frustração.

  • E Cristo se aproximou deles...
A conversa deles atraiu Cristo. Há conversas nossas que podem atrair a presença de Cristo. Há outras também, que podem distanciá-lo. Que o Espírito Santo nos ensine a termos conversas assim que atraem a presença de Cristo!

Uma vez próximo, Cristo pergunta: Por que estão tristes?

A frustração e decepção geram tristezas... e esse tipo de tristeza causa problemas na nossa capacidade de percepção espiritual. Os discípulos estavam com escamas nos olhos e não reconheceram o Senhor Jesus ao lado deles. Essas escamas nos olhos faz com que não percebamos o quão próximo Cristo está. Ele ainda continua perguntando: Por que estão tristes? 

Cristo conhece um remédio contra a tristeza... sua Palavra. E durante cerca de 3 horas do caminho entre Jerusalém e Emaús, Ele vai abrindo a sua Palavra para seus discípulos. Quem momento único! O Verbo de Deus explicando a sua Palavra!

Num determinado momento da caminhada, o Senhor Jesus faz que vai pra outro lado. Logo, os discípulos o convida para continuar com eles e entrarem em sua casa. Esse fato é muito importante. Acredito que Cristo testou (e continua testando) seus discípulos. Alguns se satisfazem em andar um certo tempo com Cristo, outros querem algo a mais. Cristo continua liberando sua Palavra. E continua a nos observar se vamos querer esse algo a mais com Ele. É o tamanho de nossa sede que vai fazer o convite à Cristo para entrar em nossa casa e se assentar em nossa mesa. Os dois discípulos fizeram isso, que façamos também! 

Sentado na mesa, algo profundo acontece. Partindo e abençoando o pão, Cristo serve seus discípulos. e as escamas de seus olhos caem. Eles conseguem ver o Cristo glorificado. Esse momento profundo de intimidade na mesa, faz as escamas dos olhos caírem, e assim, podemos enxergar a glória do Senhor!

  • A hora da decisão
No momento em que os dois discípulos tem as escamas dos olhos removidas, o Senhor desaparece. Isso também é muito sugestivo. Cristo os acompanhou, sensibilizou-se com a tristeza deles, ministrou sua Palavra, entrou na casa deles, assentou-se na mesa, até mesmo partiu o pão curando seus olhos... e desapareceu! É a hora da decisão.

E os dois discípulos mais uma vez fizeram o que devemos fazer também. O texto informa que eles "na mesma hora, voltaram para Jerusalém onde estavam os onze apóstolos congregados". Quando as escamas são removidas, sentimos o desejo de estar com os congregados. Você, caro leitor, deve conhecer vários erros dos apóstolos, quando Pedro nega Cristo, o pedido dos zebedeus, a dúvida de Tomé... mas nessa hora da decisão, com as escamas de nossos olhos removidas, não perdemos tempo com os erros dos congregados. É a hora em que enxergamos a Glória do Senhor e voltarmos para Jerusalém.

Em Jerusalém, os dois discípulos anunciam o que haviam presenciado. Ao termos escamas removidas, sempre temos algo a fazer nos congregados. Os dos discípulos anunciaram o que ouviram do próprio Senhor!

E enquanto anunciavam a glória que testemunharam, o próprio Cristo apareceu no meio deles!


Alguns mestres nos sugerem que um dos discípulos a caminho de Emaús era Lucas. Isso é muito interessante. Pois se for ele mesmo, então o texto fica mais forte. Seria como se Lucas humildemente estivesse falando: eu reconheço que tinha escamas em meus olhos, estava cheio de dúvidas e tristezas, mas Cristo as removeram e eu pude contemplar sua Glória!

Oro ao Senhor, que de forma humilde e sincera, fiquemos atento quando as escamas tentam encobrir nossos olhos. São momentos de dor e dúvida, onde não enxergamos a glória do Senhor. São momentos em que somente vemos os defeitos da congregação e de seus congregados. Que o Espírito nos alerte sobre isso e remova as escamas para de fato enxergarmos a Glória do Senhor!


Em Cristo,
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima,
Palavra ministrada em 25 de Novembro de 2016
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

  •  Fonte de estudos:
Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A mulher samaritana que teve cinco maridos

A mulher samaritana que teve cinco maridos
Jo 4.1-42
A mulher samaritana que teve cinco maridos

A história dessa mulher mostra que o Senhor Jesus pode levantar indignos, improváveis e excluídos para usufruto de seu Reino.  Essa mulher samaritana não tinha pré-requisitos. Não seria uma das convidadas num almoço de domingo. Não era querida pelas mulheres de sua região. Um dia, porém, Cristo sentiu necessidade de passar por Samaria. E a história dessa indigna mulher se misturaria com a história do Evangelho. Algo notável acontece sempre quando a história de alguém se mistura com a história de Cristo!

A mulher samaritana que teve cinco maridos seria, na ótica humana, improvável ser escolhida para ser levantada por Cristo para ministrar na cidade de Samaria, por três simples motivos, veja:

  • Era mulher 
 O fato de ser mulher, naquela geração, era um impedimento. Os rabis evitavam qualquer contato com as mulheres em público. Por isso, a partida dos discípulos foi providencial, pois a mulher poderia não conversar na frente deles.

O Senhor Jesus continua afastando pessoas para ter um encontro com os samaritanos de hoje. Pergunto-te, querido leitor, o que Cristo precisou afastar de ti para ter um encontro contigo?

  • Era samaritana
Os judeus desprezavam os samaritanos porque era um povo de sangue e religião misturados. Por isso, os judeus não usavam os mesmos vasos que os samaritanos! Assim, podemos entender a surpresa daquela mulher quando responde "como sendo tu judeu pede água a uma samaritana?"

O improvável acontece quando Cristo está em cena. Opostos se unem. Diferenças são amenizadas. Barreiras de separação caem ao chão!

  • Tinha tido cinco maridos
Penso que isso não era motivo de orgulho pra ela. Lembro-me, na minha infância de viagens anuais para o sertão do Piauí, numa época que lá não havia eletricidade e água encanada, por isso, as mulheres iam buscar água nas cacimbas próximo ao brejo. Elas faziam isso todos os dias, no nascer do sol. O detalhe interessante é que a mulher samaritana que teve cinco maridos foi buscar água na sexta hora do dia (meio dia)! Era como  se ela evitasse o horário em que as outras mulheres estavam ali. Relações de amizades com as mulheres não era seu forte, já com os homens...

São três motivos de impedimento. Condição pessoal, social e conjugal. Afinal, que crédito ela teria ao falar com seus compatriotas?

Cristo só precisa de uma coisa nela para mudar sua história e transformá-la num instrumento vivo de sua palavra. Ela precisava ter sede! Perceba que foi Cristo que pediu pra ela água, mas no decorrer da conversa, é ela que pede água pra Cristo.  Quando Cristo escolhe alguém, Ele continua pedir algo... mas para que sejamos úteis pra Ele, nós devemos pedir o mesmo. Cristo pede seu canto, voz, mãos, coração, tempo, mas para que sejamos úteis para seu Reino, nos damos conta que somos limitados, e devolvemos o pedido... É quando oramos pedindo uma voz pra cantar, pra ministrar, mãos abençoadoras, um coração quebrantado, um tempo de qualidade... sem a ajuda do Senhor, somos incapazes. Esse clamor é a sede que Ele provoca.

  • Resultado da sede

Para ser usada na ministração em Samaria, essa mulher precisou do tratamento de purificação que Cristo oferece em sua palavra (Ef 5.26). Sua relação com o Senhor passou por níveis cada vez mais profundos.

Primeiro ela considerou o Senhor apenas como "judeu". Na sua segunda resposta, ela ponderou se aquele que havia lhe pedido água e que agora lhe oferecia águas que jorram pra vida eterna seria maior que Jacó. E finalmente, na terceira resposta ela o chama de Senhor e pede de sua água!

Veja que sua percepção do Senhor Jesus foi sendo lapidado cada vez mais. Essa mesma percepção é vista em muitos de nós. Para alguns, Cristo foi apenas um judeu histórico. Para outros, um mero personagem bíblico. Até que finalmente a ação da palavra provoca uma sede tal que o reconhecemos como Senhor que pode resolver nossa situação.

Ir naquele poço era particularmente sofrível para a mulher samaritana. E repare que em seu pedido pela água viva do Senhor, ela explica "para que eu não volte mais aqui".

Mas ter o Senhor apenas como alguém que pode resolver situação ainda não é a percepção mais profunda, embora um tanto comum nos dias de hoje.

Agora, uma vez tendo sede, a mulher samaritana passaria pelo tratamento de purificação da palavra. Sua situação oculta é revelada. Para ser útil, ela precisava ser purificada. Antes de ministrar aos samaritanos, sua história com eles precisa passar pelas palavras do Senhor Jesus. Que o Espírito Santo nos ensine isso. Que sejamos purificados antes de cada ministração!

Quando é convencida de seu histórico de pecado, sua percepção do Senhor chega a um novo nível. Ela o reconhece como profeta. Não é o mais profundo, mas repare a lapidação que está acontecendo.

Para chegar na dimensão mais profunda, Cristo libera uma forte ministração:

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4:23,24
Assim, ela chega ao nível esperado... ela o vê como Messias (que se chama Cristo)!


  •  A improvável e indigna leva o Evangelho aos samaritanos

Aquela que era desacretidada, agora era ouvida pelos samaritanos. Ela ministra Cristo! Levando a muitos daquela cidade a ter com o Senhor.

A história dela foi mudada. A história da cidade dela foi mudada. Tudo porque Cristo sentiu a necessidade de passar ali. A boa notícia é que Ele continua tendo essa necessidade. Continua afastando pessoas e permitindo situação desagradáveis para que possamos dar ouvidos à sua simples pergunta "Dá-me água para beber".  Oro ao Senhor, que sua simples e poderosa palavra continue a nos provocar sede, para que possamos devolver a pergunta em forma de pedido "dá-me dessa água". Assim, indignos que somos, mesmo com nossas histórias improváveis, poderemos levar Cristo para os samaritanos tão próximos de nós.



Que o Messias que se chama Cristo te levante!

Bp Erisvaldo Pinheiro
Mensagem ministrada em 28 e Agosto de 2016
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
João 4:23,24
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
João 4:23,24

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sete taças da ira de Deus

Sete taças da ira de Deus

Ap 16

Serão derramadas nos últimos momentos da Grande Tribulação. O juízo de Deus será derramado para purificar a terra e causar o arrependimento dos homens. Apesar das tormentas, ainda blasfemarão contra o Senhor. Cada taça derramada, uma tormenta aos homens. Mas o maior mistério está na penúltima taça. Na sexta taça há um versículo que quebra a sequência da leitura. É o décimo quinto versículo. A sequência do justo juízo do Senhor é interrompido com esse versículo de exortação que chama muito nossa atenção. É como se o deslumbramento das cenas futuras devesse causar em nós uma vigilância quanto às nossas vestes para a iminente volta de Cristo. Veja e permita que o Espírito Santo fale contigo:

  1. A primeira taça será derramada na terra, provocando uma chaga má e maligna nos homens que terão o sinal da besta.
  2. A segunda será derramada no mar, que se torna sangue, morrendo toda alma vivente marítima.
  3. A terceira será derramada nos rios e nas fontes das águas, que se tornarão em sangue. Nesse momento, dois anjos adoram declarando a justiça de Deus.
  4. A quarta será derramada no sol, que abrasará os homens com fogo, que blasfemarão e não se arrependerão.
  5. A quinta será derramada sobre o trono da besta. Seu reino ficará tenebroso ao ponto de morderem suas próprias línguas de tamanha dor.
  6. A sexta será derramada sobre o rio Eufrates, que ficará seco para passagem dos reis do Norte. Aqui, a trindade satânica (dragão, besta e o falso profeta) abrirá sua boca liberando três espíritos malignos que seduzirão com prodígios os reis das nações para uma batalha contra o Deus Todo Poderoso. É a campanha do Armagedom.
  7. A última taça será derramada no ar e será acompanhada com uma grande voz que ecoará “está feito”. Seguido de um terremoto, a grande cidade (Jerusalém) será dividida em três partes. E Deus se lembrará da Grande Babilônia.

A sequência quase que cinematográfica é pausada na sexta taça. É o versículo que tira nossos pensamentos das poderosas cenas descritas e nos faz voltar para o hoje. A leitura das taças do Apocalipse nos aponta para meditação desse versículo:

“Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia, e guarda suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.”

É a terceira ‘bem-aventurança’ do livro de Apocalipse. O próprio Cristo é que faz o alerta. Ele virá como o ladrão. E por isso, devemos estar vigilantes e cuidadosos com nossas vestes. Para o humilde servo do Senhor, o significado dessas vestes é muito importante.

Mas, que vestes são essas?

  • Em Isaías 61.10, o profeta está regozijando, pois o Senhor o vestiu com vestes de salvação. Tão especiais e finas que são, essas vestes são comparadas às da noiva e do sacerdote.
  • Em Zc 3.1-4, o Anjo do Senhor ordena que as vestes sujas de Josué, o sumo sacerdote, sejam removidas. Essa ordem é acompanhada com a declaração “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestes finas”.
  • Em Ap 19.7-8, há uma declaração nos céus que proclama a alegria das bodas do Cordeiro, que estará vestido de linho fino, puro e resplandecente. A declaração ainda explica que o linho fino é a justiça dos santos.
  • Em Mt 22.1-14, um convidado de última hora é reprovado pelo olhar minucioso do rei. Suas vestes não estavam apropriadas. Foi convidado para o banquete, porém, foi expulso.


Veja, querido leitor, que o Senhor Jesus nos faz um alerta. Devemos guardar nossas vestes. Meditando nos versículos acima, vemos que essas vestes significam nossa salvação, justificação, santidade… O cuidado com essas vestes é responsabilidade nossa. A ordem de Cristo é que devemos guardá-las. Caso não tenhamos esse zelo e cuidado, nossa vergonha estará exposta. Sim, temos ‘vergonhas’ escondidas. Somente a salvação de Cristo é capaz de esconder nossas vergonhas ocultas. Guardemos nossas vestes para a volta de Cristo. Que o Espírito alerte isso a todos que tem ouvidos pra ouvir.

Amém.

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Escola de Profetas, em Julho de 2016.
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Fonte de pesquisa:

Jack Kelley - Compreendendo as Parábolas do Sermão do Monte - Pesquisado em 27/07/2016, disponível em http://olharprofetico.com.br/ikvot-hamashiach/211-compreendendo-as-parabolas-do-sermao-do-monte

sábado, 2 de julho de 2016

Dois cálices que Cristo não queria beber



Dois cálices que Cristo não queria beber
"Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua". 
(Lc 22.42)

e lhe deram para beber vinho misturado com fel; mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber. 
(Mt 27.34)



Os dois cálices que Cristo não quis beber.


  • O cálice do Getsêmani
O primeiro foi no Getsêmani. O Senhor Jesus pediu pra que o Pai, se possível fosse, afastasse aquele cálice. Veja a força dessa oração. O pedido não foi apenas de não beber. O Senhor pediu pra que o Pai afastasse o cálice. Afastar é mais intenso que não beber algo.
O Senhor Jesus sabia o que viria pela frente. Ele conhecia bem as profecias messiânicas do Salmo 22. Ali estava predito que o Messias bradaria Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? O Filho de Deus seria desamparado. Os nossos pecados e suas consequências pontuais cobrariam seu mais alto preço ali, pesando sobre os ombros do Cordeiro Santo. Nossos pecados provocaram sua condenação. A condenação é esta: o afastamento de Deus. Veja:
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2).
O Filho foi desamparado pelo Pai. E o Senhor Jesus pediu, suando gotas de sangue, que se possível fosse, que o Pai afastasse esse cálice. É o cálice da comunhão com Deus.
A comunhão com Deus sendo chamada pelo Senhor Jesus de cálice é muito sugestiva. Cálices são usados em momentos muito especiais. São caros, finos, requintados, elegantes. Eles têm um toque de nobreza, e também são frágeis, devendo ser manuseados com cuidado. Olhando pra todas essas expressões adjetivas me lembro do nosso relacionamento com Deus. Que também deve ser visto como algo caro, e de fato, um preço muito alto foi pago pra isso. Relacionarmos com Deus também é algo honroso e nobre. A Bíblia está recheada de exemplos onde a figura do reino é a cena do nosso relacionamento com Deus. E também é frágil. E nós podemos ‘quebrar’ essa santa comunhão com Deus.
Cristo não queria beber o cálice para não ficar, nem por um minuto, distante de Deus. E como devemos valorizar nossos momentos de comunhão com o Senhor! Que não nos afastemos nem por um minuto de sua santa presença. O pedido foi feito. Mas, foi negado. O pedido foi acompanhado pela permanência da vontade do Pai. O cálice não foi afastado. Pelo contrário, foi aproximado. Penetrado nas pontas dos açoites, espinhos, cravos e ainda uma lança. O Filho experimentou a pior dor espiritual, o abandono do Pai. Ele bebeu o cálice. E o cálice foi afastado de nós. Não precisamos bebê-lo. Sejamos renovados com isso. Glorifiquemos o Cordeiro que bebeu esse amargo cálice em nosso lugar. Contemple o Senhor Jesus bebendo o cálice do Getsêmani e sinta-se mais próximo de Deus.

  • O cálice do calvário
Diferente do primeiro cálice, esse foi oferecido por homens. O Senhor Jesus, agora já crucificado, não aceitou beber dele.
A mistura de vinho com fel era oferecida aos soldados romanos para diminuir os sofrimentos de batalha. Era uma espécie de anestesia. Diminuía a dor física. Cristo não aceitou essa bebida. A dor física foi experimentada em todo o seu furor. Era a nossa dor. Não poderia ser anestesiada. Verdadeiramente Ele levou sobre si nossas dores!
Apesar de estar misturado, ali tinha o vinho. E o Senhor Jesus havia liberado uma misteriosa promessa de que não beberia o fruto da vide até estar conosco no Reino do Pai. Veja:
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai (Mt 26.29).
Aqui há um forte princípio do nosso Senhor Jesus que penso ser de grande importância. Ele valoriza os momentos com seus discípulos. Se no primeiro cálice havia o distanciamento com Deus, no segundo há o distanciamento com as pessoas. Ele não provou para que comunhão entre os irmãos fosse fortalecida.
Veja que, mesmo na cruz, ele recusa o vinho. A promessa de beber do produto da vide na companhia dos irmãos falou mais alto. Estar junto com as pessoas amadas nos faz bem. É superior a dor. A possibilidade de estar junto com seus discípulos foi mais forte que a dor da cruz. A comunhão supera a dor. Oh, como devemos entender isso. Paulo entendeu bem isso.
Aos Coríntios ele disse “Deus porém consolou-nos com a chegada de Tito” (II Co 7.5,6). A Timóteo ele pede “procura vir ter comigo depressa” (2Tm 4.9) e ainda  “traga Marcos com você porque ele me é útil” (II Tm 4.11).

Veja meu querido, esse segundo cálice poderia ter aliviado a dor de Cristo, mas a promessa da comunhão com os irmãos falou mais alto. A comunhão dos irmãos consolava Paulo em seus momentos de dor. Creio que isso pode ser útil pra nós também. Oro a Deus, que a obra da Cruz, que também promove a comunhão entre os falhos santos do Senhor, seja revivida para alívio da dor. Pois, pessoas precisam de pessoas. Que o Senhor nos ensine isso.

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Mensagem ministrada em 01 de Julho de 2016
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