segunda-feira, 13 de março de 2017

6 lições do vale de ossos secos

Vale de ossos secos

Ezequiel 37

1 Veio sobre mim a mão do SENHOR, e ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos.
2 E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos.
3 E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes.
4 Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.
5 Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
6 E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor.
7 Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso.
8 E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito.
9 E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
10 E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo.
11 Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.
12 Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
13 E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu.
14 E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR

O capítulo 37 de Ezequiel talvez seja o mais conhecido de seu livro. Nesta visão, o Senhor leva o profeta com suas próprias mãos e o coloca no meio de um vale repleto de ossos secos. Mais adiante, o profeta é instruído que aqueles ossos são a casa de Israel. O povo de Deus estava cativo na Babilônia. Deus iria mostrar nesta impactante visão, o quanto o peso de sua aliança poderia restaurar uma nação inteira. Uma valiosa lição de seu amor e poder. Por isso, querido(a) leitor(a), te convido a meditar nas seis lições do vale de ossos secos.





  • A mão de Deus


Repare que o profeta estava nas mãos de Deus. E porque ele estava nas mãos do Senhor, o povo receberia a promessa de restauração. O povo seria beneficiado porque o profeta estava nas mãos do Senhor. Isso é muito importante e sugestivo para nós. Quando o ministro se dispõe a ficar inteiramente nas mãos do Senhor, o povo é beneficiado. Creio que se você ficar inteiramente nas mãos do Senhor, pessoas poderão ser beneficiadas.


  • O vale


Vales são geralmente cercados de montanhas, o que proporciona belas paisagens. Mas neste vale, a paisagem era de morte. Estando no meio do vale, o profeta viu que ali estava cheio de ossos.


Estando a passar em volta deles, impulsionado pelo Senhor, o profeta teve uma descrição mais nítida. Ele descreve o vale como um lugar com “mui numerosos’ ossos que estavam “sequíssimos”. A visão e compreensão aumentaram. No meio do vale, o profeta teve apenas uma visão parcial dali. Ao ser direcionado por Deus a passar em volta dele, a visão  ficou mais nítida. Antes de qualquer situação restauradora de Deus, o profeta precisou aumentar sua compreensão do vale… Há situações em que nossa vida não vai pra frente, e andamos em círculos que não terminam… são situações em que precisamos apurar nossa visão, aumentando nossa compreensão. São situações em que precisamos aprender mais.


  • A pergunta


Depois que teve a visão mais detalhada do vale, o profeta recebe uma pergunta intrigante do Senhor. PODE ESSES OSSOS TEREM VIDA? Repare que a pergunta não foi POSSO FAZER ESSES OSSOS TEREM VIDA?  Não há dúvida no profeta em que o seu Deus possa operar maravilhas. A dúvida, porém, é se o povo poderia receber (ou fazer por merecer) essas maravilhas do Senhor.


O profeta sabendo do poder restaurador do Senhor e, ao mesmo tempo, conhecendo a vida pecaminosa do povo, se coloca imparcial e na dependência da presciência de Deus: TU O SABES, ele respondeu


  • A profecia


Deus ordena que o profeta liberasse duas profecias. A primeira seria dirigida ao ossos secos. A segunda, ao espírito. Na primeira profecia, os ossos deveriam ouvir a palavra. Na segunda, o Espírito deveria soprar vida.


A palavra tem o efeito de juntar, pôr em ordem. O Espírito completa o efeito da palavra. dando vida e colocando de pé. Um complementa o outro. Primeiro, a palavra, e após ela, o Espírito. Devemos nos atentar para esta sequência. A situação decadente de Israel ganharia uma esperança de restauração por meio da palavra liberada por Deus. A palavra proveniente de Deus (Jo 1.1; Ap 19.13), iria juntar os ossos secos, pondo ordem na sequência da morte (1Co 15.55-56). E o Espírito, que viria em seguida, continuaria a obra da palavra (Jo 14.16), dando vida (Jo 6.63), levantando o povo de Deus, e por fim, formando um exército (Ap 19.14).


  • A situação


O Senhor relata exatamente a situação que seu povo vivia:
  1. nossos ossos secaram
  2. pereceu nossa esperança
  3. estamos cortados


Veja que essa situação é bem forte. “Ossos se secaram” mostram que a situação era tão deprimente quanto ver algo se secando aos poucos. Os ossos sustentam o corpo. As forças do povo foi se diminuindo aos poucos até se acabarem. E por isso, perderam a esperança de que aquela situação de cativeiro terminaria. A sensação deles era de que haviam sidos cortados, ou seja, era uma situação de dor. Mesmo tendo sido em decorrência de seus próprios pecados, fato que o Senhor não menciona neste trecho, é uma descrição bastante triste mesmo.


  • A restauração


Deus libera quatro valiosas promessas, veja:


  1. Abrirei vossos sepulcros
  2. Vos farei subir da vossa sepultura
  3. E vos trarei à terra de Israel
  4. E porei em vós o meu Espírito


Repare que as três primeiras promessas apontam literalmente para Israel cativo na Babilônia. Deus abriria aquele lugar, levantaria seu povo e os trariam de volta para sua terra (Et 1-10).  Mostrando o tamanho amor e peso da aliança que o Senhor Deus tinha com seu povo.

Mas, a quarta promessa alonga o alcance das três primeiras. O Espírito foi derramado em Atos 2 na igreja. Por isso, a quarta promessa coloca as anteriores também para a igreja. Estávamos presos em nossos próprios sepulcros, presos pelo pecado (At 8.23). Através do vivo e novo caminho (Hb 10.20), o Senhor Jesus nos tirou dessa sepultura e nos levará para um novo lugar preparado por ele mesmo (Jo 14.3). O selo pra isso é o seu Espírito (Ef 1.13). Que esse Espírito nos mostre esse lugar. Q ue Ele nos faça ansiar por esse lugar. Prossigamos para esse alvo. Que nada não venha nos parar.


Que a Palavra Viva nos junte e o Espírito Santo nos coloque de pé.

Bispo Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Mensagem ministrada em Março de 2017

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Estudo bíblico: o verdadeiro jejum

O verdadeiro jejum nos moldes bíblicos
Isaías 58

Isaías 58 - O verdadeiro jejum


A religiosidade vazia de Israel é exposta neste capítulo. O povo de Deus tinha assumido uma posição "santarrona" durante os cultos, acompanhado de votos de jejuns ostentosos, mas seguidos das mesmas antigas ações impiedosas e maldosas. Verdade é que nenhum ato religioso tem importância se não for acompanhado de uma vida piedosa, com observância da Palavra e uma sincera compaixão para com aqueles que estão passando por necessidades.

O profeta declara o pecado e transgressão de Israel, ao mesmo tempo em que eles procuravam Deus a cada dia e tinham prazer nos caminhos do Senhor. Uma religiosidade em atitudes de bondade para com o próximo. Certamente, uma prática que deve ser meditada pelos humildes servos do Senhor.

Deus passa seu “raio-x” e enumera 10 atos que constituíam (e continua sendo) erradamente o jejum de Israel. Veja:

  • Questionamentos - v.3
  • Afligir a alma para atrair a Deus - v.3-5
  • Contentar-se, ou seja, uma atitude de inércia espiritual - v.3
  • Requerer todo trabalho, acumulando em si a glória - v.3
  • Contendas e debates - v.4
  • Ferir com o próprio punho - v.4
  • Fazer ouvir a voz em público, situação que foi combatido pelo Senhor Jesus no Sermão do Monte - v.4
  • Inclinar cabeça como o junco, causando a impressão piedosa - v.4
  • Estender debaixo de nós saco e cinza
  • Ter uma feição triste, desfigurando o rosto para ser visto pelos homens. Situações também combatidas pelo Senhor Jesus no Sermão do Monte.

Assim, Deus declara exatamente como é o jejum que Ele aceita:

  • Soltando as ligaduras da impiedade - v.6
  • Desfazendo as ataduras do jugo - v.6
  • Deixando livre os quebrantados - v.6
  • Despedaçando todo jugo - v.6 (repare o quanto essas expressões são fortes, mostrando o quanto esses atos impiedosos devem ser combatidos)
  • Repartindo o pão com o faminto - v.7
  • Recolhendo em casa os pobres desterrados - v.7
  • Cobrindo o nu - v.7
  • Não se escondendo daqueles que são nossa carne - v.7
  • Tirando do nosso meio o jugo - v.9
  • Tirando o estender o dedo - v.9
  • Tirando o falar vaidade - v.9
  • Abrindo a alma ao faminto - v.10
  • E fartando a alma aflita - v.10

Em seguida, o Senhor lista as belíssimas consequências e promessas desse verdadeiro jejum:

  • A tua luz romperá como a alva - v.8
  • A tua cura apressadamente brotará - v.8
  • A tua justiça irá adiante a tua face - v.8
  • A glória do Senhor será a tua retaguarda - v.8
  • Clamarás e o Senhor te responderá - v.9
  • Gritarás e o Senhor dirá: Eis me aqui - v.9
  • Tua luz nascerá nas trevas - v.10
  • A tua escuridão será como o meio-dia - v.10
  • O Senhor te guiará continuamente - v.11
  • Fartará tua alma em lugares secos - v.11
  • Fortalecerás teus ossos - v.11
  • Será como um jardim fechado - v.11
  • Será como um manancial cujas águas nunca faltam - v.11
  • Os que de ti procederem edificarão os lugares antigamente assolados - v.12
  • Levantarás os fundamentos de geração em geração - v.12
  • Chamar-te-ão reparador de rotura - v.12
  • Chamar-te-ão restaurador de veredas para morar - v.12



Bases bíblicas para o jejum


 
Jejum e oração não devem ser usados como moeda de troca para nos fazermos merecedores da bênção do Senhor. Na verdade, imerecidos que somos (Rm 3.23), a prática do jejum e oração ajuda a nos alinharmos com a sua Palavra e a sua vontade soberana.

1- Exemplos de Jejum bíblico
  • Demônios eram expulsos (Mt 17.14-21)
  • Presbíteros eram consagrados (At 14.23)
  • Nínive foi salva do juízo divino (Jn 2-3)
  • Israel celebra um dia de jejum - Dia da expiação (Nm 29.7; At 27.9)
  • Paulo jejuou 3 dias (At 9.9)
  • A igreja de Antioquia jejuou (At 13.2)
  • O Senhor Jesus começou seu ministério com jejum (Mt 4.2)

2- Tipos de jejum
  • Normal: abstinência de alimento, mas não de água (Mt 4.2)
  • Absoluto: abstinência de alimentos e água (At 9.9; Êx 34.28)
  • Parcial: abstinência de certos alimentos (Dn 1.12)

3- Formas de jejum
  • Regular, geralmente coletivo (Lv 23.27; At 27.9; Zc 8.19)
  • Público (IICr 20.1-4; Jr 3.6-7)
  • Ocasional ou emergencial (Ed 10.3-5; Js 7.6)
  • Convocado (Ed 8.21-23; Et 4.16-17)
  • Pessoal (Dn 9.2-3)

4- Propósitos do jejum
  • Buscar direcionamento de Deus (Dt 5.31)
  • Receber a Palavra (Dt 9.9-11)
  • Interceder pela nação (Dt 9.18-20; 25-29; Dn 9.3)
  • Enfrentar satanás e suas tentações (Mc 9.29; Mt 4.1-2)
  • Para humilhar-se diante do Senhor (Sl 69.10; Ed 8.21)

5- Duração
  • Deus deve nos dar a direção
  • Uma noite (Dn 6.18)
  • Um dia (Ed 8.21-23)
  • Três dias (Et 4.3)
  • Vinte e um dias (Dn 10.2-3)
  • Quarenta dias, Moisés (Êx 24.18; 34.28; Dt 9.9-18); Elias (IRs 19.8); Jesus Cristo (Mt 4.2)

6- Quando devemos jejuar
  • Quando o Espírito Santo nos orienta (Lc 4.1-5)
  • Quando a igreja é chamada para isso (Jl 1.14-2.15)
  • Quando se prepara para o ministério (Mt 4.2)

7- Como jejuar?
  • Arrependimento e perdão (IJo 4.8)
  • Ore sem cessar (ITs 5.17)
  • Não faça propaganda (Mt 6.16-18)
  • Devemos nos humilhar (Sl 35.13)

Se você tem problema de saúde, a prática do jejum deve ser antecedida pela orientação médica. Jejum não é contra o nosso corpo, mas contra a nossa carne. Não é regime e nem penitência.
 
 
Que o Santo Espírito nos direcione ao verdadeiro e importante ato de jejuar


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Estudos ministrados durante o mês de Fevereiro de 2017
Comunidade Evangélica Arca da Aliança 

Fontes de pesquisas:

Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de estudo Dake - Finis Jennings Dake
Comentário Bíblico Moody - Editado por Everett F. Harrison
Restaurando doutrinas da Igreja do primeiro século: manual para formar discípulos. Marcelo Miranda Guimarães. Ed. Ames


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Batalha Espiritual: Diferenças entre o Reino da Luz e o império das trevas

Diferenças entre o Reino da Luz e o império das trevas e suas influências no nosso dia-a-dia

Diferenças entre o Reino da Luz e o império das trevas e suas influências no nosso dia-a-dia

Há uma realidade espiritual invisível e ativa que atua em nosso meio (2Rs 6.15-17). Isso nos deixa em meio à uma luta espiritual, onde nossa perseverança em oração e o avanço no conhecimento da Palavra do Senhor podem realizar proezas (Dn 11.32). Uma das ações do inimigo é aprisionar pessoas, deixando-as em situações deploráveis (Lc 13.16). Por isso, o Senhor Jesus se manifestou para tirar pessoas das trevas e conduzi-las para sua luz (At 26.18, 1Jo 3.8). Isso diferencia o Reino de Luz e o Império das Trevas:

  • Reino de Luz:

Formado pelos anjos que não participaram da rebelião do Luzeiro. São os anjos fiéis que permaneceram subordinados ao Senhor. São mais elevados que o homem em dignidade (Sl 8.6). São chamados de santos pelo seu caráter (Jó 5.1), pois foram criados em santidade (Jd 6). Não se casam e nem se reproduzem (Mt 22.30, Mc 12.25). Não podem morrer (Lc 20.36). Possuem considerável poder (2Pe 2.11). São mensageiros de Deus à serviço da salvação e dos servos do Senhor (Hb 1.14, Ap 22.9).

São organizados em pelo menos três categorias:
QUERUBINS, guardiões ligados à santidade de Deus, com rosto de homem, rosto de leão, rosto de boi e rosto de águia (Gn 3.24, Ez 10.1-22, Ex 25.18-22, Ap 4.6-9);
SERAFINS (consumir com fogo), ligados à adoração de Deus (Is 6.1-7, Ex 1.5-14). 
ARCANJOS: guerreiro(s) que executa tarefa especial (Jd 9, Dn 10.13, Ap 12.7-8, 1Ts 4.16).

Na Bíblia, aparece apenas os nomes de Miguel e Gabriel. Os livros apócrifos acrescentam Rafael e Uriel.

  • Império das trevas  

Formado pelo anjo Luzeiro e pelos outros anjos caídos que participaram de sua rebelião. Seu privilégio inicial, seu pecado e a consequente punição:
Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam: sárdio, topázio e diamante, berilo, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Seus engastes e guarnições eram feitos de ouro; tudo foi preparado no dia em que você foi criado.
Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso eu o determinei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes.
Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você.
Por meio do seu amplo comércio, você encheu-se de violência e pecou. Por isso eu o lancei em desgraça para longe do monte de Deus, e eu o expulsei, ó querubim guardião, do meio das pedras fulgurantes.
Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis.

Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!
E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.
Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.

Nomes:
Satanás – significa acusador (Jó 1:6)
Destruidor – hebraico: Abadom, grego: Apoliom (Ap 9:11)
Belzebu – significa rei das moscas (Mt 12:24)
Belial – significa imprestável (2 Co 6:15)
Inimigo – ele nunca está do nosso lado (1 Pe 5:8)
Diabo - significa mau, difamador (Mt 4 e Lc 4)
Lúcifer - significa luzeiro, filho da alva (Is 14.12)

Seus títulos:
maligno (Jo 5.19)
tentador (1Ts 3.5)
príncipe deste mundo (Jo 12.31)
deus deste século (2Co 4.4)
príncipe das potestades do ar (Ef 2.2)
acusador (Ap 12.10).

Suas representações:
serpente (Ap 12.9)
dragão (Ap 12.3)
anjo de luz (2Co 11.14)

Tem personalidade homicida, mentirosa e adversária (Jo 8.44, 1Pe 5.8).

Possui limitações (1Jo 4.4, 5.18, Pv 18.21, Ef 5.19-21, Tg 4.7). Não consegue ler nossa mente (Sl 139). Não pode contra a igreja do Senhor (Ef 6.11, Lc 10.19, Mt 16.18).


  • Satanás

Significa “aquele que resiste, que se opõe, que ataca”. Sua ação é pouco mencionada no Velho testamento. E em alguns casos, sua ação era ordenada pelo próprio Deus. Veja estes versículos:

E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele. 1Sm 16.23

Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel.

E ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do SENHOR, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor.
Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreenda, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tição tirado do fogo?
Josué, vestido de vestes sujas, estava diante do anjo.
Então respondeu, aos que estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a Josué disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade, e te vestirei de vestes finas.

E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.

Repare que nos casos de Jó e Saul, a ação de satanás vinha das ordenanças de Deus. Já nos casos de Davi e Josué, satanás aparece em cena influenciando e se opondo contra os líderes de Israel.

Ainda assim, a mais que esses trechos acima, pouco é mencionado da ação de satanás no Velho Testamento.



  • Diabo

Significa “mau, difamador”.

No Velho Testamento não aparece a palavra diabo. O significado do seu nome parece um pouco mais forte que o significado de satanás. Nisto está a diferença entre satanás e diabo. Esse conceito de ‘mal’ somente é revelado no Novo Testamento. Jesus Cristo revelou claramente a verdadeira identidade de satanás, como fonte e origem do mal na terra. Cristo faz essa diferenciação na tentação (Mt 4 e Lc 4). Nestes trechos, Cristo deixa claro que o mal provinha do diabo e que deveria ser combatido pela Palavra. Lembre que aos discípulos, o Senhor Jesus ensinou a orar pedindo ‘livra-nos do mal’. Esse tipo de ensino e conceito ainda não havia no Velho Testamento. Inclusive quando Cristo enviou seus discípulos para a obra, Ele promete dar poder para que nenhum mal não cause dano algum (Lc10.19).

  • Equilíbrio bíblico
O segredo para o sucesso na batalha espiritual é encontrar o equilíbrio bíblico. A luta contra o pecado é dentro de si mesmo (Rm 6), e contra o diabo (Ef 6.10-18). Precisamos encontrar esse equilíbrio para não darmos ‘ibope’ ao diabo, e muito menos sermos negligentes com suas ações opositoras contra o povo de Deus.

Veja que em Lc 4, logo após a tentação no deserto, O Senhor Jesus operou dois milagres. Ele curou um endemoniado em Cafarnaum, que inclusive estava dentro da sinagoga, e curou a sogra de Pedro. Repare que o mal na vida do primeiro homem era oriunda da ação do diabo, mas a enfermidade da sogra de Pedro é chamada apenas de febre, sem nenhuma alusão à ação do diabo. Essa diferenciação é importante. Há enfermidades oriundas de ações malignas. E também há enfermidades oriundas de causas simples e naturais. Que o Espírito nos ensine a sermos equilibrados, não negligentes e não alarmistas.

Deus nos abençoe nessas batalhas diárias!

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Estudo ministrado na Escola de Profetas em Outubro de 2016
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Fonte de estudos:

Robson Rodovalho - Batalha Espiritual - Editora: Sara Brasil