terça-feira, 19 de novembro de 2013

A voz de Ramá e o choro de Raquel

A voz de Ramá e o choro de Raquel
Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem.
Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, pois eles voltarão da terra do inimigo.
Jeremias 31:15-16
 Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 14 de Novembro de 2013 
Vigília de Oração da Comunidade Evangélica Íntimos do Pai

Esta passagem está inserida num trecho do livro profético onde a mensagem de Jeremias passa de admoestações a consolações. O trecho que compreende os cap 30 a 33 é um conjunto de promessas de restauração do momento exílico que o povo judeu passava e uma futura restauração completa com a promessa da vinda do Messias. Vemos três atributos de Deus em ação no livro de Jeremias, seu juízo, sua benignidade e sua justiça (Jer 9.24). Seu juízo que condena o pecado, sua benignidade que levanta o pecador, duas ações opostas que somente podem ser feitas com sua justiça, o Cristo sendo condenado em nosso lugar.

Há de se entender as duas figuras de linguagem que aparecem no texto:

Ramá, um vila que distanciava 8 km ao norte de Jerusalém, local onde se reuniu os prisioneiros judeus para a deportação à Babilônia. É usada no texto como um lugar onde se ouve uma voz de lamentação e choro amargo.

Raquel, a terceira matriarca dos hebreus, a amada de Jacó, a mãe do conhecido José do Egito, aquela que fez a oração que é repetida por aqueles que querem gerar filhos espirituais pro Senhor “da-me filhos, se não morro!”. No texto em pauta, representa o choro do povo de Deus pela situação de uma geração perversa e consequente juízo divino.

Meditemos em três importantes verdades que há no texto do livro do profeta Jeremias, em seu capítulo 31, versículos 15 e 16:

1-      Deus escuta seu povo, mesmo sendo um obstinado povo


O povo fez por merecer o juízo de Deus. O povo estava num momento que era fruto de sua própria obstinação; um momento em que nossa natureza caída diria você está assim porque quis. Mas a natureza santa do Senhor diz uma voz se ouviu em Ramá. Deus escuta, o povo não merecia, mas Deus escuta, e sabe até o endereço da voz que chora, é em Ramá.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um menino nos nasceu

Um menino nos nasceu para mudar nossa situação de envileceu para enobreceu
                           Envileceu nos primeiros tempos, a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos a enobreceu  ... Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Isaías 9:1-6 (trecho)
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 03 de Novembro de 2013


Uma das coisas que mais me faz admirar a Palavra do Senhor é essa capacidade que só ela tem de me encher da esperança de mudança. Um sentimento de que a situação vai mudar. Um outro tempo vai iniciar. E a mensagem é sempre de esperança mesmo, pois a mudança é para melhor!

Veja que no texto de Isaías as frases envileceu nos primeiros tempos e mas nos últimos tempos a enobreceu nos transmitem essa esperança de que o tempo vai mudar. Nos primeiros tempos uma situação difícil, mas virão os últimos tempos em que a situação será melhor.

De envileceu a enobreceu

Envilecer significa tornar vil, algo desprezível. Uma descrição que não queremos viver 
Enobreceu significa tornar nobre, glorioso. Uma descrição bem diferente da anterior.

Veja, querido leitor, que as situações são bem diferentes. Uma desprezível e outra gloriosa. A primeira não queremos nem passar perto. A segunda almejamos. A primeira é uma realidade que, por vezes, vivemos. A segunda é uma realidade que, por vezes, vemos tão distante. Mas é a nossa realidade.

Enquanto pecadores somos desprezíveis e envilecidos. E seríamos apenas isso... Mas um menino nos nasceu e um filho se nos deu, e aí está nossa esperança de mudança. Pelo menino que nos nasceu podemos passar do tempo de envileceu para o último tempo de enobreceu!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Ó inimiga minha... conheça e combata a inimiga da família

O profeta Miquéias combate a inimiga da família, devemos fazer o mesmo.
Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa. Eu, porém, esperarei no Senhor; esperei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá. Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, 
o Senhor será a minha luz. Miquéias 7:6-8


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 30 de Outubro de 2013


Ó inimiga minha! Com ousadia Miquéias profetizou durante os reinados de três reis de Judá, Jotão, Acaz e Ezequias, num período compreendido entre os anos de 751 a.C a 687 a.C. Era um profeta do interior, nascido na pequena cidade de Moresete-Gate no sul de Judá, Miquéias conhecia bem a realidade do efeito da opressão nos mais humildes de seu tempo, conhecia o quanto a injustiça afetava a família. Sua palavra desmascarava o grandes de sua época, governantes corruptos, os falsos profetas, os sacerdotes ímpios, os mercadores desonesto e os juízes parciais. Um pequenino sendo usado por Deus contra os grandes. Observe a conflituosa família descrita pelo profeta e sua atitude de mudança com sua forte declaração ó inimiga minha e permita Deus falar contigo:

Triste realidade

Uma profecia escrita há mais de 2700 anos atrás, mas tão atual e que descreve tão bem o contexto de nossa geração atual. O filho que despreza o pai e a filha que se levanta contra a mãe, uma triste realidade de hoje. A Palavra do Senhor nos ensina que os filhos devem honrar seus pais (confira aqui a lista de versículos) e não há uma exceção no texto, deve-se honrar ou deve-se honrar! O retrato da família ainda foca na nora que está contra a sogra. Além da distância entres os filhos e os pais, há o conflito entre a esposa e a família do esposo. Mais uma vez o honrar pai e mãe se aplica aqui, uma vez que o casal é uma só carne, dois que se tornam um, o cônjuge deve honrar a sogra e o sogro como seus próprios pais!

Atitude de mudança

A triste realidade da família, com os filhos contra os pais, faz o profeta tomar (ou nos ensinar) uma atitude.

domingo, 27 de outubro de 2013

A graça manifestada

A graça manifestada pela cruz.
Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Tito 2:11-14

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
(ministrado em 13 de outubro de 2013)


Sua graça sempre existiu. Sempre esteve no coração de Deus. O que Paulo ensina a Tito é que essa graça se há manifestado. Como alguns valores, dons e virtudes que o Senhor nos concede e, as vezes, os guardamos em nossos corações. Existem, mas ficam guardados. A graça do Senhor sendo manifestada, nos ensina que também precisamos manifestar a todos os homens os dons que Ele nos concedeu, pois a luz não pode ficar embaixo da mesa.

No velho Testamento

Quando a graça ainda não havia sido manifestada, vemos a história de um povo que, embora escolhidos de Deus, era predominante as situações em que sangue era derramado. Já no primeiro livro bíblico, vemos Caim derramando sangue de seu irmão, Abrão em guerra contra cinco reis, Simeão e Levi matando todo homem siquemita.

Essa aparente crueldade aponta para nossa própria história. Os relatos bíblicos do antigo e novo Testamento é a nossa própria história. Temos uma história antes e depois da graça do Senhor em nossas vidas. Em Lv 17.11 diz que a vida está no sangue. Por isso, o sangue derramado dissolutamente no velho testamento representa nossa vida antiga que era derramada de forma profana. Graças a Deus que sua graça se manifestou!

No novo Testamento

A graça de Deus se manifesta em Cristo. O novo testamento inicia seus relatos com Cristo chamando homens para segui-lo. Um chamado para deixarem de derramarem sangue (vida) dissolutamente. O novo Testamento não vai mais relatar vidas derramando seu sangue. Ao invés disso, o novo Testamento vai girar em torno de um que derramou seu sangue, que por ser puro, oferece uma vida nova a todos que o seguirem e aceitarem o seu chamado. Quem o seguir, não mais derramará seu sangue de forma profana.

A graça manifestada nos ensina que devemos:

Chocam ovos de basilisco

Ovos de basilisco devem ser quebrados, jamais chocados.
Chocam ovos de basilisco... (Isaías 59:5)









Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
(ministrado em 23 de outubro de 2013)


Chocam ovos de basilisco, uma forte revelação da parte do Senhor registrada em Isaías 59. Capítulo que mostra como o povo do Senhor pode chocar ou quebrar os ovos de basilisco.

Basilisco 

Uma figura simbólica conhecida nos tempos antigos como a rainha das serpentes. Figura de várias lendas e mitos, o basilisco é representado quase sempre como uma serpente assustadora e que é mais letal que as demais.

No texto, Deus se revela mostrando sua misericórdia que está a disposição de seu povo. Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Declaração que serve de alento para situações adversas que passamos. Mas o que me chama a atenção é o MAS que segue essa declaração. Quando falamos algo, seja um elogio ou uma opinião, que é sucedido pelo MAS... sabemos que algo contrário se seguirá. O mas desse texto é seguido pela exortação do Senhor ante a iniquidade recorrente de seu povo. A iniquidade do povo é denunciada até o ponto de Deus declarar que seu povo chocam ovos de basilisco! 

Veja que no texto, o basilisco ainda não nasceu, está no ovo. E o povo do Senhor estava contribuindo para sua reprodução. Estava chocando o ovo da pior das serpentes, pela sua recorrente iniquidade. Como o povo de Deus estava chocando ovos de basilisco? No capítulo 59 do livro do profeta Isaías vemos pelo menos sete maneiras como isso acontecia.

sábado, 26 de outubro de 2013

Enfermidade na fé: diagnóstico e cura

Enfermidade na fé devem ser diagnosticadas e curadas com a Palavra do Senhor
Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
Romanos 14:1

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima, 
ministrado em 25 de Agosto de 2013


O apóstolo Paulo faz menção de uma enfermidade pouco comentada, a enfermidade na fé. Parece que os membros da Igreja de Roma estavam deixando os enfermos na fé de lado, ou os recebendo com contendas e até gerando dúvidas. O apóstolo Paulo os exortam e nos deixa este diagnóstico para nossa reflexão.

Com oração busquei no Espírito Santo alguns exemplos de enfermidade na fé, e também, algum tipo de cura. Percebi que em diversos momentos da minha caminhada, eu também tive esta enfermidade. Minha fé já esteve enferma e eu nem sabia. Veja estes três exemplos bíblicos e medite:


      Recabitas (Jer 35)

Este grupo de judeus era um exemplo de separação do pecado e conseqüente fidelidade a Deus.  O Senhor ordena que Jeremias levasse os recabitas para a Casa do Senhor e lhes oferecessem vinho. Diante da recusa dos recabitas, o Senhor faz uma comparação entre a fidelidade dos recabitas em cumprir um voto de não beber vinho e a infidelidade dos israelitas que se recusavam em obedecer, mesmo Deus tendo madrugando e falando (v.14). 


Os recabitas eram fiéis nos votos e na separação ao pecado, mas lhes faltavam vinho. O vinho na Bíblia é um símbolo de alegria. Os recabitas nos dias de hoje são representados por aqueles que cumprem seus votos a Deus, procuram fugir do pecado e ter uma vida de obediência, mas ainda assim, lhes faltam alegria. São pessoas que até são exemplos para outros, como os recabitas eram, mas falta o vinho da alegria. São aqueles que pagam o preço em jejum e oração e não percebem o resultado, perseveram, mas a situação continua a mesma, são aqueles que buscam o Senhor, mas reconhecem que continua faltando o vinho da alegria... e o motivo é que a fé está enferma!


A cura para os recabitas foi apresentada pelo próprio Deus. O Senhor ordena que Jeremias os levem para dentro da Casa do Senhor para beber vinho. A cura continua sendo essa, o vinho oferecido dentro da Casa do Senhor. Querido(a) leitor(a), mesmo na fidelidade poderemos ser inundados por sentimentos de tristeza. Em dias assim, vá a Casa do Senhor, onde até a tristeza salta de alegria (Jó 41.22).

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

De Jacó a Israel: passando pela família, espada e serpentes


A espada dura, grande e forte está a favor da luta pela família.
Naquele dia o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, serpente veloz, e o leviatã, a serpente tortuosa, e matará o dragão, que está no mar. Naquele dia haverá uma vinha de vinho tinto; cantai-lhe.
Eu, o Senhor, a guardo, e cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia a guardarei.
Não há indignação em mim. Quem me poria sarças e espinheiros diante de mim na guerra? Eu iria contra eles e juntamente os queimaria. Ou que se apodere da minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.
Dias virão em que Jacó lançará raízes, e florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto a face do mundo.

 

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
(ministrado na Campanha "Lutando pela paz na família" 
em 02 de outubro de 2013)



Isaías 27 nos deixa uma forte mensagem sobre a luta pela família. Inicia descrevendo uma espada, que é usada contra serpentes Fala sobre uma vinha de vinho tinto. Mostra um relato do próprio Senhor em batalha e encerra nos exortando sobre a necessidade de transformação. Com uma linguagem que varia do simbólico ao real, com profecias e figuras este texto tem muito a nos ensinar. Veja:

  • Com sua espada...

Você já sabe que a espada tem um dono, o Espírito, e que tem um significado, a palavra de Deus (Ef 6.17). De acordo com o texto acima, a espada (palavra) é: dura, grande e forte.

Realmente a palavra parece dura para alguns. Outros a acham grande demais. E uns poucos a consideram forte. Deve doer mesmo, afinal, é espada! Tem que ser grande, pois deve alcançar você e os seus ao mesmo tempo! E, com certeza, é forte o bastante para ir contra todo o mal que rasteja contra sua família!

  • Deus castigará...

Dura, grande e forte. Com essa espada, o Senhor usa (olha o texto!) para castigar a serpente veloz e tortuosa.

O Senhor não nos deixa enganados. Ele nos mostra duas características dessa serpente, veloz e tortuosa. Devemos estar cientes que em batalhas espirituais em que expulsamos as serpentes de nossos caminhos, ela é veloz o suficiente para tramar outra armadilha mais adiante. O combate continua. 

Além de veloz, a serpente é tortuosa. Sua intenção é fazer que seu caminho, querido leitor, seja tortuoso. Jesus disse Eu sou o caminho (Jo 14.6) e Paulo nos ensina que prossigo para o alvo (Fp 3.14). Observe que nossa caminhada deve ser rumo ao alvo (Cristo), sem rodeios ou atalhos, um caminho reto.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tudo de Eva veio de Adão e tudo da Igreja deve vir de Cristo

Tudo da Igreja deve vir de Cristo assim como tudo de Eva veio de Adão.
Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão".
Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra".
Gênesis 1:26-28


Convido você, meu irmão e minha irmã, a meditar em alguns pontos da criação do homem e da mulher e a relação da formação de Eva a partir de Adão e da formação da Igreja a partir de Cristo.


  • Façamos

Uma fala inédita na criação. Até o momento, tudo foi criado a partir da Palavra de Deus. Na criação do homem, porém, há uma conferência entre a deidade (Pai, Filho e Espírito Santo). Mostrando que algo muito especial vai acontecer!

  • Nossa imagem (v.26) e sua imagem (v.27)

Enquanto que no versículo 26 a deidade propõe a criação de acordo com nossa imagem, no versículo seguinte o homem foi criado à sua imagem! Plural na primeira e singular na segunda. Comparando com o texto de Romanos 8.29, vemos que a imagem é de Jesus Cristo. O Filho é escolhido para ter a sua imagem no homem recém criado, guarde essa informação.



Afinal, qual foi o motivo da conferência e da escolha da imagem do Filho para o homem? Qual foi o plano de Deus para a criação do homem?

O texto ensina que a vontade primeira de Deus, colocada na pauta da conferência da deidade, era que o homem domine. Após criado, a vontade permanece na benção divina enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai. 

O homem, dotado da imagem do Filho, criado na terra para... DOMINAR!

Reflito por que teria Deus criado o homem com propósito de dominar a terra. A resposta está nas primeiras palavras da Bíblia:


  • No princípio, criou Deus os céus e a terra (v.1)
  • E a terra era sem forma e vazia (v.2)
Observe que no primeiro versículo duas obras foram criadas, os céus e a terra. No segundo, porém, apenas a terra é colocada com a descrição de sem forma e vazia. 

O verbo do segundo versículo ERA em seu original hebraico é o mesmo mencionado em Gn 19.26, quando a mulher de Ló converteu-se em sal. Esta mulher não era de sal em seu início, mas tornou-se de sal. Da mesma forma pode ser traduzido o verbo do primeiro versículo em tornou-se. Fica assim: No princípio, criou Deus os céus e a terra. E a terra tornou-se sem forma e vazia. A terra não foi criada sem forma e vazia. Algo aconteceu para que ela se tornasse sem forma e vazia. 

Havia algo de errado com a terra.

Jesus ensinou aos seus discípulos que tinha visto o diabo cair dos céus como um relâmpago (Lc 10.18). Em Isaías 14:12-14 diz: 
"Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo."

Expulso dos céus e lançado na terra. Por isso, os céus não são citados no versículo dois. Os céus continuavam em sua plena santidade, como habitação do Deus Criador! Enquanto que a terra... contaminada pelo mal.

Na oração ensinada por Jesus, vemos esse propósito de Deus de restaurar a terra. Na construção das frases, no original grego, a frases assim na terra como nos céus é conjunta às frases anteriores. Ficam assim:

Santificado seja o teu nome > Assim na terra como nos céus
Venha o teu reino > Assim na terra como nos céus
Seja feita a tua vontade > Assim na terra como nos céus

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O amado e a amada, as raposas e as raposinhas

Cuidado que a amada deve ter com as raposas e raposinhas que querem destruir a vinha.
"O meu amado fala e me diz:Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem.Porque eis que passou o inverno: a chuva cessou e se foi.Apareceram as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.A figueira já deu os seus figuinhos, e as vides em flor exalam o seu aroma. Levanta-te, amiga minha, formosa minha e vem.Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face, aprazível.Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios." Cânticos 2:10-16

Utilizando a interpretação alegórica, vemos neste belo diálogo, importantes e profundos ensinamentos. O amado se direciona à sua amada e lhe encoraja a se levantar, faz promessas consoladoras, mostra que conhece a sua situação, declara seu amor e lhe admoesta contra as raposas e raposinhas. Uma descrição real e atual da atuação do nosso Senhor Jesus (o amado) à sua Igreja (a amada).

  • O meu amado fala e me diz:

A amada conhece a voz do seu amado. Sabe que quando se apresenta diante dEle, sua voz é percebida. A voz que lhe direciona é como um bálsamo para a caminhada da amada.

  • Levanta-te

Em algum momento, a amada parou. No verso seguinte entendemos o porquê. Não é a vontade do amado que sua amada esteja caída e parada, por isso, Ele prepara toda uma situação para que sua amada volte a ficar de pé. 

Meu irmão e minha irmã, um dos atributos do Senhor é sua imutabilidade. Isso me consola. Nosso Deus não muda. O propósito do Senhor sobre sua vida não mudou, não sei a situação em que você se encontra, se andando firme, parado ou até mesmo caído. Mas a ordem do Amado é para se levantar. Nem o pecado, nem o mundo, nem o diabo, não tem poder para mudar o propósito de Deus sobre sua vida. Levanta-te, pois, o Amado já começou a falar contigo!

  • Passou o inverno: a chuva cessou e se foi

Na nossa caminhada, passamos por dias de tempestades espirituais onde nossa fé é testada e alguns medos escondidos são desenterrados. Aqui, o amado promete muito mais do que acalmar uma tempestade, com seu poder e Graça, o amado promete que o inverno passou! Inverno é o tempo das várias tempestades, ás vezes, uma após a outra. O amado garante que a chuva (tempestades da vida) cessou e se foi!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Davi na caverna e a quebra de laços ocultos

Davi na caverna de En-Gedi, quando lhe foi armado um laço oculto.
No caminho em que eu andava, ocultaram um laço. 
Salmos 142:3

Caverna é lugar de provação, incerteza, medo, solidão e insegurança.

Na palavra do Senhor, vemos três exemplos de homens que em algum momento de sua jornada da fé estiveram no frio de uma caverna, em decorrência de perseguições. Elias, quando perseguido por Jezabel, se escondeu numa caverna. Davi, perseguido por Saul se escondeu em cavernas por duas vezes, a primeira, na caverna de Adulão (1Sm 22), e a segunda, na caverna de En-Gedi (1Sm 24). O que me chama a atenção é que Elias entrou na caverna uma vez, foi provado, mas saiu dela ouvindo a voz do Senhor (Confira a mensagem de Elias na caverna clicando aqui). E nunca mais o profeta se escondeu numa caverna. Davi entrou na caverna de Adulão, Deus o honrou, formou um exército de combatente leais... e no momento em que sua vida parecia que ia ter o final feliz... lá estava Davi na prova de dono, lá estava Davi na caverna de novo.

  • Parecia

Esse parecia testa a nossa força e fé. Você já viveu dias assim, em que foi provado e depois da prova parecia que as coisas melhorariam? Parecia que ia dar certo? Parecia que ia pra frente? Parecia que ia ser de um jeito, mas foi de outro? Momento em que você diz: "Meu Deus, agora vai acontecer...", mas volta tudo como estava. São momentos em que você pode estar vivendo como Davi na caverna de En-Gedi. A caverna do desapontamento, da decepção, da frustração, onde há um choque de realidade, onde parecia que ia ser... mas não foi! Quando a história de Davi parecia que ia mudar, aconteceu de estar numa caverna de novo.


  • De novo

Caverna de En-Gedi é o lugar onde de novo a perseguição acontece, de novo as coisas tomam um rumo inesperado. Mas, deixa eu te dizer uma coisa... caverna de En-Gedi é onde de novo Davi clamou, suplicou, se rasgou diante do Senhor, e também é o lugar onde de novo Deus escutou seu ungido e de novo veio ao seu encontro. Assim acontece com você também, você deve clamar de novo e saiba que o Senhor vai te escutar de novo e vir mais uma vez ao teu encontro! 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Batalha espiritual: o perigo da casa vazia

Se a casa estiver vazia, o inimigo voltará com mais sete mais forte que ele.



Passamos por algumas semanas onde a grande maioria dos irmãos de nossa igreja local passavam por algum tipo de enfermidade ou problemas específicos de tal forma que ficavam impossibilitados de cultuarem. Cultuamos por algumas semanas com apenas dez por cento dos membros. Em oração e busca, o Espírito do Senhor nos alertou que a origem dos diferentes problemas eram de ordem espiritual.

Entramos numa batalha espiritual, com jejum e oração redobrados. E num dos momentos de busca o Espírito Santo nos direcionou para ministrarmos a mensagem Batalha Espiritual: organização do Império das trevas (confira aqui). Para Glória do Senhor, percebemos uma significativa mudança no andamento de nossa igreja local, com curas, livramentos, retorno de membros que estavam afastados, e com pessoas aceitando Jesus como Senhor e Salvador.

Acredito que vários demônios têm sofrido derrotas e fugindo da nossa presença. Mesmo, com a significativa mudança, o sinal de alerta continuava ligado. Um sentimento de que a luta ainda estava sendo travada. As orações e jejuns continuaram. E, mais uma vez, o Senhor nos direcionou à sua Palavra, desta vez em Mt 12.43-45a.

“E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então, diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali...”
(Mt 12.43-45a)

O texto sagrado ensina que um certo demônio saiu de um homem, que o chama de “casa”. Esta casa pode significar nosso coração, nossa vida, ou até mesmo, nossa casa familiar, ou ainda, nossa casa de oração.

Depois de ter saído do homem, o espírito imundo busca repouso. Isso sugere um cansaço, que pode ser oriundo da luta que perdeu, onde colocou sua força e energia, mas, saiu derrotado em busca do repouso, que não é encontrado

O texto também ensina que o demônio derrotado anda em lugares áridos. Isso sugeri uma chacota ou cobrança por parte de seus superiores.

Tudo isso o leva a voltar para sua antiga casa e tentar o êxito. Para isso, ele chama mais outros sete demônios mais forte do que ele. Afinal, ele sozinho não foi capaz.

Aqui há um detalhe importante. Mesmo voltando, o demônio não pode simplesmente entrar na casa. Há uma regra espiritual, fruto da obra no Calvário, que impede a entrada do demônio derrotado em sua antiga casa. A não ser que a casa esteja vazia, varrida e adornada!

  • ·         Casa vazia


Casa vazia aponta para uma casa em que há moradores. Não se trata de uma casa abandonada, e sim, de uma casa que ficou vazia por algum momento ou ocasião.

A “casa” não pode ficar vazia! Nem por um instante sequer, a “casa” não deve ficar vazia. Você pode olhar para sua “casa” e dizer, “mas meu coração nunca fica vazio, Jesus mora dentro dele”. Mas a questão é, naquela hora do jogo, da novela, dos canais da tv por assinatura, nas horas de internet na madrugada, no horário do intervalo da escola, no trânsito louco dos horários de pico, na hora calúnia e afronta, nos momentos em que nossa força é levada além do nosso limite... Jesus realmente fica dentro da “casa”, ou o colocamos para fora com o nosso jeitão e reações! Temos a mania de resolver do nosso jeito, mas se Jesus realmente estiver na “casa” é Ele que governa. Nossas reações serão governadas por Ele. Procure lembrar, querido leitor, se suas reações foram governadas pela sua carne ou por Jesus? A resposta lhe dirá se alguma vez sua “casa” ficou vazia!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Batalha espiritual: organização do Império das trevas

Em Efésios 6 aprendemos como o impérios das trevas se organizam.
“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra principados, contra potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” 
Sim, temos que lutar contra o império das trevas. Não é uma luta contra pessoas de carne e sangue. É uma luta contra um adversário altamente organizado. Derrotado no Calvário, mas ainda assim, organizado.



O Ap. Paulo deixou este versículo de ordem e alerta à igreja de Éfeso. Se está escrito que não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra principados... entendo que a seguinte leitura é bem lógica: temos que lutar contra principados... A ordem de que temos que lutar é esclarecedora. Pois, se temos que lutar, e não lutarmos, então pereceremos, mas se temos que lutarmos e de fato lutarmos então prevaleceremos contra o império das trevas. 


A análise e conhecimento do adversário é crucial numa luta. É exatamente essa a beleza deste trecho de Efésios  uma clara revelação da organização do nosso adversário. Veja como o Império das trevas se organiza e se prepare para a luta. Confiando na autoridade do nome de Jesus, você vencerá qualquer batalha!


Nossa luta é contra:


1. PRINCIPADOS


O original grego é archás, que significa líderes, reis ou majestades; território ou jurisdição de um príncipe ou país que dá título ao príncipe. 



Trata-se do alto escalão do Império liderado por Satanás. São demônios que exercem liderança sobre um determinado território. Curioso notar que o último significado aponta para um país (ou lugar) que concede o título ao principado. Uma clara alusão à lugares onde a própria população, talvez sobre a dominação de principados, sujeitam o lugar ao senhorio de algum “padroeiro”. 



Na Palavra do Senhor vemos um exemplo de como agem os principados e suas respectivas jurisdições. No livro de Daniel (cap. 10) o profeta estava orando e jejuando em busca de uma resposta de Deus. Essa resposta somente chegou no vigésimo primeiro dia da oração, e o anjo mensageiro explicou que já no primeiro dia foi liberada a resposta, mas, um demônio por nome de Príncipe da Pérsia estava o impedindo. 

sábado, 14 de setembro de 2013

Sete provérbios indispensáveis para o ministério de liderança

O líder deve estar "junto e misturado" de seus liderados.


O objetivo desse estudo não é mostrar belos provérbios para nossa apreciação. Antes, é admoestar o ministério de liderança, mostrando sete belos provérbios indispensáveis para aqueles que recebem a honra do Senhor em ocupar algum cargo de liderança na igreja:

"O que desvia seus ouvidos de ouvir a lei, até sua oração será abominável"             (Pv 28.9)
O líder deve focar (esforçar) seus ouvidos para ouvir a palavra do Senhor. Neste provérbio, a palavra (lei) e oração caminham juntas, nos ensinando que o líder deve ter, antes de tudo, uma vida de oração e uma sólida estrutura na palavra de Deus.

 "Procura conhecer os estado de suas ovelhas, põe teu coração sobre o gado"          (Pv 27.23) 
Esta ordem começa com o verbo PROCURAR, indicando uma ação de continuidade. O líder, continuamente, deve conhecer (também é um processo) as situações de seus liderados, suas causas, alegrias e tristezas. O segredo para cumprir este provérbio é colocar o coração sobre eles, amando-os.

"Como o ferro com o ferro se aguça, assim o homem afia o rosto de seu amigo"            (Pv 27.17)
Uma comparação fantástica! O ferro duro é afiado por outro ferro... também duro! O líder deve olhar para aquele liderado difícil, com muita humildade e procurar ajudá-lo, afiando seu rosto. Lembrando sempre que o líder também deve ter seu rosto afiado. Ambos são ferros duros. O líder apenas está na posição de afiar o outro, mas, é ferro do mesmo jeito.

Obreiros gerados pelo Apóstolo Paulo (estudo em slides)

O Apóstolo Paulo tratava seus obreiros como "meu filho"!





terça-feira, 3 de setembro de 2013

Quem deu crédito à nossa pregação?

Seja a minoria que realmente dá crédito à pregação!
Quem deu crédito à nossa pregação? (Is 53.1a)


Você já parou para contemplar a beleza que há no capítulo 53 do livro do profeta Isaías? Um texto que demonstra ricos detalhes da obra redentora do prometido Servo do Senhor, o Messias. Belas profecias que são um acalento para perdidos, sofridos e doentes. Para não sermos enfermos ele tomou sobre si nossas enfermidades...Para não ficarmos desgarrados como ovelhas, o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Por essa obra, ele justificará a muitos. E ainda, pelos transgressores intercedeu. Um incrível relato da morte expiatória de Jesus Cristo, que, surpreendentemente, foi registrado pelo menos 680 anos antes da virgem o conceber.

Toda essa beleza poética e profética é precedida com a pergunta: Quem deu crédito à nossa pregação? Uma pergunta que mostra a rejeição da maioria das pessoas por esta obra redentora. Deus fez toda essa bela e dolorosa obra para nos salvar, mas, quem deu crédito ao Senhor? Observe querido leitor, que a pergunta mostra que a pregação é NOSSA. Deus se faz dono dela também. A pregação é minha, é sua, e, acima de tudo, é do Senhor. Pena que a maioria não deu crédito à nossa pregação. 


  • · A maioria

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Enviados para invocar o nome do Senhor

omo, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de que não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? (Rm  10.13-15)
Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de que não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? (Rm  10.13-15)

Bp Erisvaldo Pinheiro (ministrado em 18 de Agosto de 2013).


Veja que bela seqüência nesta declaração do apóstolo Paulo. Uma seqüência que pontua cada etapa do plano de salvação. Para ser salvo, tem que invocar, pra invocar é preciso crer, e para crer é necessário ouvir, para ouvir tem que haver uma pregação, e para pregar tem que ter aquele que envia. Note, atento leitor, que há todo um trabalho até chegar o momento em que alguém invoca o nome do Senhor para a salvação. Uma bela estrutura do propósito de salvação, que pretendo neste texto mostrar a tarefa e responsabilidade de cada uma dessas etapas.

  • ·         Enviar

Tarefa do Pai. Ele fez essa tarefa enviando José para o Egito:
“Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese os vossos olhos por me haverdes vendido para cá, porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face” (Gn 45.5)
Que belo exemplo de perdão e visão dos propósitos divinos que José declara aqui. Ele aprendeu, ainda que de forma triste, que a atitude errada de seus irmãos, o Senhor aproveitou para um propósito maior, a conservação da vida. Para José, ele não foi vendido para o Egito, foi Deus que o enviou ao Egito. Passas por momentos de tristeza, querido leitor? Invoque o Senhor, pois, Ele pode estar querendo te enviar a outros lugares para conservação da vida!  
Mais adiante, Deus enviará Moisés para este mesmo Egito, agora, a etapa do propósito é libertação:
“Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires meu povo, os filhos de Israel, do Egito” (Êx 3.10)
Na visão do profeta Isaías (Is 6.8), Deus libera um brado de seu alto e sublime trono, A quem enviarei, e quem há de ir por nós? E, desempenhado com excelência sua sublime tarefa de enviar, Ele envia seu próprio filho para seu propósito de salvação. Veja esta declaração de Jesus:

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Propósito de purificação (3ª parte)

Purificação do povo de Deus veio pelo avivamento de sua Palavra!
2Crônicas 29.17-35
O Espírito do Senhor nos visitou e nos direcionou a este texto bíblico. Convencendo-nos que era necessário nos lançarmos diante de sua santa presença, como o rei Ezequias fizera. Baseado no avivamento espiritual dos tempos deste ilustre rei, fizemos um voto diante do Senhor, o Propósito de purificação de 16 dias, mesmo tempo em que Ezequias purificou o templo de Jerusalém. Foi um propósito forte, onde entenderemos sua profundidade meditando no relato bíblico do capítulo 29 do segundo livro das Crônicas dos reis de Judá. O texto foi ministrado em três etapas, três cultos onde o Senhor nos visitou e nos tratou nas áreas de nossas vidas em que estas palavras foram direcionadas. 

Esta foi a terceira de três ministrações do propósito de purificação de 16 dias. Você pode ver nestes links as outras duas ministrações deste propósito:
            
Quando a obra termina, depois de 16 dias de purificação, o relatório é apresentado ao rei. A Casa do Senhor já havia sido purificada, como também o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a mesa da proposição como todos os seu objetos. Também todos os objetos que o rei Acaz, no seu reinado, lançou fora, na sua transgressão, já preparamos e santificamos; e eis que estão diante do altar do Senhor (2Cr 29.18-19).
            Observe o destaque que é dado ao altar do holocausto, a mesa da proposição e o retorno dos objetos lançados fora, pois um olhar atencioso nestes elementos nos mostra a trajetória de purificação de quem está no caminho do Senhor:

·        Altar de holocausto

De fato deveria ser o primeiro item da lista de cuidados dos sacerdotes e levitas. Era o lugar onde o sacrifício era apresentado, tendo o sangue vertido para esperança de perdão e renovo de quem se apresentava ao Senhor no Templo de Jerusalém. Não há purificação sem sangue expiatório. Um tipo da obra que Cristo fez por nós. Vertendo seu sangue no madeiro, o convite é feito para entrarmos e sermos partes do Templo do Senhor, movidos pelo perdão e renovo oferecido.


·        Mesa da proposição

A purificação seguiu para dentro do Templo tratando da mesa da proposição, local onde era colocado os pães da proposição. Também um tipo de Cristo, que se declarou o Pão da Vida (Jo 6.35). Veja, querido leitor, que primeiro passo da purificação acontece no sangue derramado, mas há uma continuidade. Uma vez lavado no Altar de holocausto (um tipo da obra do Calvário), a purificação deve ser fortalecida com o alimento oferecido dentro do Templo. Jesus é este alimento, ele é o Pão da vida. Nossa caminhada começa com a cruz, mas para permanecer no caminho devemos nos alimentar da Palavra do Senhor.

sábado, 24 de agosto de 2013

Propósito de purificação (2ª parte)


2Crônicas 29.10-11

Bp Erisvaldo Pinheiro 
Palavra ministrada em 07 de agosto de 2013


O Espírito do Senhor nos visitou e nos direcionou a este texto bíblico. Convencendo-nos que era necessário nos lançarmos diante do Senhor, como o rei Ezequias fizera. Baseado no avivamento espiritual dos tempos deste ilustre rei, fizemos um voto diante do Senhor, o Propósito de purificação de 16 dias, mesmo tempo em que Ezequias purificou o templo de Jerusalém. Foi um propósito forte, onde entenderemos sua profundidade meditando no relato bíblico do capítulo 29 do segundo livro das Crônicas dos reis de Judá. O texto foi ministrado em três etapas, três cultos onde o Senhor nos visitou e nos tratou nas áreas de nossas vidas em que estas palavras foram direcionadas.

Esta foi a segunda de três ministrações do propósito de purificação de 16 dias. Você pode ver nestes links as outras duas ministrações deste propósito:

Propósito de purificação de 16 dias (1ª parte)
Propósito de purificação de 16 dias (3ª parte)



O rei Ezequias continua com a convocação dos sacerdotes e levitas. No versículo 10, o agora é mencionado novamente, como um novo tópico de seu discurso. Como se somente depois da confissão da imundícia é que poderia passar para esta nova etapa. Agora, me tem vindo ao coração, veja que o direcionamento de Deus veio ao coração do rei, que transmitiu aos sacerdotes e levitas. Deveria haver uma confiança neste direcionamento. Não houve aparições e nem monte chamegando, a revelação tinha vindo ao coração do líder, simples assim. A única prova era o discurso em busca de purificação do rei, uma palavra liberada que fez com que os sacerdotes e levitas confiassem naquela revelação.

Há revelações que são direcionadas ao líder, como nas sete cartas de Apocalipse, onde o Senhor ordenou que João escrevesse ao anjo que está em... Cabe ao líder receber esta revelação. No caso da história do rei Ezequias, ele próprio, o líder, com humildade busca a purificação, levando consigo os sacerdotes e levitas e depois todo a Jerusalém e Judá. A purificação começa com o líder, pois é ele que recebe a revelação. Mas no caso do rei anterior, o rei Acaz, que não teve esta humildade, não buscou se purificar, pelo contrário, profanou o templo, todo o povo sentiu o peso da iniquidade.

Ezequias, direcionado pelo Senhor, propõe um concerto. Exorta os sacerdotes e levitas para não serem negligentes, pois o Senhor vos tem escolhido para estardes diante dele para os servides, e para serdes seus ministros, e para queimardes incenso. Três funções para as quais eles foram escolhidos e que não poderiam ser negligenciadas: servir, ministrar e queimar incenso.

  • Para o servides 
Existem várias definições para o termo servir. Mas, a que mais gosto está escrito no diálogo entre Moisés e Faraó:
“E lhe dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus, me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto” (Êx 7.16, grifo meu)
Fico imaginado a reação de Faraó. Os hebreus já serviam a Faraó na terra do Egito, onde havia fartura, moradia, segurança... e a proposta que o Deus dos hebreus mandava por intermédio de Moisés era que liberasse povo para o servir no deserto! Ou seja, os hebreus continuariam servindo, mas trocariam a estrutura confortável do Egito pelo perigo do deserto! E o mais intrigante, o povo queria esta proposta!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Propósito de purificação (1ª parte)


2Crônicas 29.1-9

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 31/07/2013

O Espírito do Senhor nos visitou e nos direcionou a este texto bíblico. Convencendo-nos que era necessário nos lançarmos diante do Senhor, como o rei Ezequias fizera. Baseado no avivamento espiritual dos tempos deste ilustre rei, fizemos um voto diante do Senhor, o Propósito de purificação de 16 dias, mesmo tempo em que Ezequias purificou o templo de Jerusalém. Foi um propósito forte, onde entenderemos sua profundidade meditando no relato bíblico do capítulo 29 do segundo livro das Crônicas dos reis de Judá. O texto foi ministrado em três etapas, três cultos onde o Senhor nos visitou e nos tratou nas áreas de nossas vidas em que estas palavras foram direcionadas. 

Esta foi a primeira de três ministrações do propósito de purificação de 16 dias. Você pode ver nestes links as outras duas ministrações deste propósito:




O culto foi deixando de ser importante para os escolhidos de Deus. O templo de Jerusalém foi cada vez mais se “adaptando” aos costumes cananeus. Foi neste contexto que o rei Ezequias, aos vinte cinco anos de idade, começou a reinar em Judá. Seu pai, o ímpio rei Acaz profanou o templo sagrado, entrou imundícia e foi tirado os objetos santos.
A descrição do rei Ezequias chama nossa atenção. Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Davi, seu pai. Ser uma pessoa reta (ou boa) aos nossos olhos é uma coisa, outra mais forte é ser reta aos olhos daquele que é chamado de Santo, Santo, Santo! Sua descrição condiz com seus atos. No primeiro ano de seu reinado, ainda no primeiro mês, ele abriu as portas do templo e as reparou. A porta do templo do Senhor deve estar aberta. Esta atitude deu início a uma série de medidas que iriam trazer uma verdadeira purificação espiritual para todo Judá:


·         Tirai do santuário a imundícia
O rei Ezequias convoca os sacerdotes e levitas. Não é um convite, é uma santa convocação. A proclamação era clara, santificai-vos, agora, e santificai a Casa do Senhor. Vejo uma urgência nesta convocação, tinha que ser agora! A purificação não poderia ficar para depois. Outro detalhe importante era que antes de santificar a Casa do Senhor, os sacerdotes e levitas tinham que se santificarem primeiro. E tirai do santuário a imundícia declara Ezequias. Termos como “sujeiras” ou “coisas que desagradam a Deus” poderiam ser usadas aqui, seriam mais suaves. Agora, tirar as imundícias do santuário... tinha que ser agora mesmo.
O santuário do Senhor nos tempos neotestamentários é uma construção tão bela como o templo dos tempos de Ezequias e também tão vulnerável à imundícias. O Deus que não habita em templos feitos por mãos humanas (At 17.24b) escolheu habitar num templo feito por Ele mesmo (1Cor 6.19), o teu e o meu coração, querido leitor. Devemos também escolher se este novo templo do Senhor vai se adaptar aos costumes cananeus (mundano), ou se vai passar por uma purificação para que seja tirado toda imundícia. Não é fácil admitir que há imundícia em nosso coração, poderia ser outra palavra mais suave. Neste propósito de purificação, nosso clamor continua sendo tirai do santuário a imundícia.
O propósito está no primeiro passo e já fez uma bela obra em nossos corações, o orgulho é quebrado, junto com qualquer altivez e soberba. Aceitamos e reconhecemos pela obra de convencimento do Espírito Santo que há imundícia que precisa ser tirada agora.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O anel do rei nas mãos da rainha Ester e Mardoqueu

O rei Assuero disponibiliza o seu anel real para Mardoqueu, uma representação da autoridade de Jesus sendo colocada a nossa disposição.
O que se escreve em nome do rei e se sela com o anel do rei não é para revogar 
Ester 8:8 

Bp Erisvaldo Pinheiro 
Palavra ministrada em 09/08/2013


A bela narrativa da história de Ester ganha um profundo aprendizado em seu capítulo oitavo, quando o rei Assuero coloca seu anel real à disposição de Mardoqueu. Uma representação do que fez nosso Rei Jesus, colocando sua autoridade à disposição de seu povo.

O texto inicia-se com a declaração naquele mesmo dia. Um dia memorável, que marcou a história de Ester e Mardoqueu. Há dias em que o Senhor marca para também serem memoráveis em sua história também. 

Vemos no livro a ascensão de Mardoqueu, cuja trajetória é marcada por escassez e perseguição, mas naquele mesmo dia sua história passa por uma grande virada. Da escassez para a mesa do rei, o anel que estava na mão de seu perseguidor, o rei colocara naquele mesmo dia em sua mão. Você pode passar por momentos de escassez e perseguições, mas seja fiel, que chegará momentos de naquele mesmo dia em sua vida e sua história viverá uma grande virada, para glória do Rei!

·        Algo precisa ser feito:

A rainha Ester, acompanhada de Mardoqueu, clama ao rei que fosse revogada a maldade de Hamã contra o povo judeu. Havia uma data marcada para uma forte perseguição contra o povo de Ester, onde qualquer um poderia se assenhorar-se dos bens e até mesmo de suas famílias. 

Veja bem, querido leitor, pois esta pode ser sua situação. A rainha Ester e seu tio Mardoqueu estavam muito bem obrigado, mas seu povo corria perigo. Havia familiares, amigos de infância, vizinhos, que estavam debaixo de um decreto que marcava um dia em que eles poderiam perder tudo que tinham. A declaração de Ester é chocante: como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo? Repito, Ester estava bem, mas havia pessoas ligadas a ela que estavam a beira da destruição. Ela tinha que fazer alguma coisa. Essa gente não tinha o acesso ao rei que Ester tinha, por isso, a audiência da rainha fora tão decisivo. Perante o rei, ela se lança aos seus pés, chora e faz súplicas pelos seus. Acredito que você também faz isso, você se lança aos pés do Senhor, chora e suplica pelos teus também. Mas há algo que Ester não tinha observado antes, e talvez, você ainda não observou, veja:

·        A resposta do rei

A resposta do Assuero aponta para uma grande obra que Jesus fez por nós. O rei declara que dei a Ester a casa de Hamã, e a ele enforcaram numa forca, porquanto quisera por as mãos sobre os judeus. Perceba, atento leitor, que o rei está dizendo que aquele que perseguia Ester e seu povo já havia sido derrotado, já havia sido julgado e condenado pelo simples fato de querer por as mãos sobre o povo de Ester. Esta foi a mesma obra de Jesus na cruz do Calvário, como está escrito:
“E, despojando os principados e potestades os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Col 2.15)

“Para isto o Filho do homem se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8b)
Jesus já derrotou o diabo na cruz do Calvário, pelo simples fato do inimigo querer por as mãos sobre você. A vitória já fora executada na crucificação.

Aqui cabe uma importante observação. Mesmo o inimigo de Ester já ter sido derrotado, e ainda assim haver uma complicação contra o povo da rainha, do mesmo jeito ainda há uma complicação contra nós, mesmo o diabo tendo sido derrotado. Ainda herdamos a natureza adâmica, caída e pecaminosa.

A resposta do rei segue dando uma dimensão incrível para a difícil situação de Ester:
“Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos e em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque a escritura que se escreve em nome do rei e se sela com o anel do rei não é para revogar” (Et 8.8)

O rei estava dizendo algo que parecia passar despercebido de Ester e Mardoqueu. Seu anel real já havia sido tirado do inimigo e colocado nas mãos de Mardoqueu! Eles poderiam escrever o que bem intendessem e selar com o anel do rei que nada poderia revogar. 

Veja, querido, o rei poderia solucionar o problema de Ester, ele era soberano para isso. Mas, seu grande trabalho fora destruir o grande adversário de Ester, tomando o anel real e colocá-lo nas mãos de Mardoqueu. E o próximo passo contra as complicações que ainda o povo sofreria, era por conta de Ester e Mardoqueu. Eles tinham o anel real.

·        O anel real está em nossas mãos:


O rei deu uma carta branca para Ester e Mardoqueu. Eles tinham que escrever a estratégia e selar com o anel do rei. O povo dependia disso. 

Quando olhamos a parábola do filho pródigo (Lc 15), vemos que o pai presenteia o filho arrependido com três presentes: vestes novas, sandálias e um anel. Quando nós voltamos para a casa do Pai, com coração arrependido, ainda recebemos estes presentes. O anel continua sendo colocado em nossas mãos. Percebe a grandeza deste presente?

As vezes, apenas esperamos que Deus faça tudo. E realmente Ele fez tudo. Fez toda obra na cruz para que nosso adversário fosse derrotado e o anel real colocado em nossas mãos. Agora, as complicações do adversário somos nós que enfrentaremos. A parte mais difícil, nosso Senhor já fez. Nosso Deus é soberano, mas, não podemos ficar sentados esperando tudo cair do céu. Devemos fazer uso do anel real em nossas mãos e nos levantarmos para lutar pela proteção de nossa casa, família e bens. Usando o anel do Rei, usando o nome do Rei, devemos crer que a vitória é nossa. A obra da cruz nos garante isso. 

O plano que Mardoqueu e Ester elaboraram e selaram com o anel do rei era simples. O povo de Deus tinha permissão para lutar e defender sua casa, família e propriedades. A confiança na vitória era tão grande, que no mesmo decreto, Mardoqueu orientou que o povo festejasse. Querido leitor, esse é o plano, você tem permissão para lutar pelo que é seu, e ainda mais, você já pode programar a festa, pois a vitória é certa.

Pense nisso...

O texto diz que aqueles que intentaram aborrecer o povo de Deus foram derrotados. Houve festa e vitória. Percebeu a ordem? A festa antes da vitória? Isso é confiança! A vitória mais difícil, Jesus já garantiu na cruz. Vitória tão completa que te garante festejar antes de lutar. Assim nasceu a festa de Purim para o povo judeu, que é celebrada até os dias de hoje. Sua vitória será tão grande, que será muito lembrada!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A rainha Ester e suas vestes diante do rei

Jesus se desposou de suas vestes para te vestir de santidade
"Sucedeu, pois, que, ao terceiro dia, Ester se vestiu de suas vestes reais e se pôs no pátio interior da casa do rei ... e o rei estava assentado em seu trono real ... E vendo o rei a rainha Ester, ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei apontou para Ester com seu cetro de ouro ... e disse: Qual é sua petição?"
Ester 5:1-3 (trecho)


Bp Erisvaldo Pinheiro 
Palavra ministrada em 10/08/13


A rainha Ester coloca suas vestes reais e decide se apresentar diante do rei. Uma decisão difícil, com possíveis consequências terríveis, mas necessária. Ela e seu povo dependiam dessa audiência. Ainda que a morte fosse uma possibilidade, Ester precisava estar diante do rei.

Jó também viveu dias assim, e expressou uma das declarações mais fortes da Bíblia sobre a confiança na bondade de Deus:
"Ainda que ele me mate, nele esperarei, contudo, os meus caminhos defenderei diante dele"  (Jó 13.15).
Ester estava decidida a defender seus caminhos diante do rei. Embora fosse esposa do rei, nossa heroína precisou ir até seu trono. Assim é a igreja (eu e você), noiva do Cordeiro, mas há momentos difíceis em que é preciso defender seus caminhos diante dEle. Estar diante do Rei, a morte é sempre uma possibilidade, mas, como declarou Jó, esperar nEle é nossa consolação.

Ester teve que se vestir de vestes reais para estar diante do rei, uma preparação que durou dias. Esta cena aponta para a reverência que devemos ter quando formos nos apresentar diante do Senhor. Não podemos nos apresentar diante do Deus Santo de qualquer maneira. Por isso, vamos passar em alguns trechos bíblicos para entendermos a profundidade das vestes nas escrituras. Não falo vestes que nossos olhos vêem, mas de uma roupagem nova em que o Senhor nos vestes para estarmos com Ele.

  • Vestes santas:

"E farás vestes santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento" (Êx 28.2). 

  •  Para uso o tempo todo:

"Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes" (Ec 9.8a)

  • Deve ser guardada:

"Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja suas vergonhas" (Ap 16.15) 
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